Arquivo de setembro \30\UTC 2011

As doenças da alma, as pérolas jogadas aos porcos e a fotossíntese

Queridos masoquistas, mais uma vez estou aqui proporcionando a vocês alguns momentos de sofrimento ao ler meus  absurdos disparates. Desta vez um tema menos ligado a alguém especificamente, mas paradoxalmente(adoro essa palavra, dá a falsa impressão de cultura, até quando sou eu que escrevo), ligado à humanidade no atual momento que nós vivemos, ou convivemos, ou, mais correto ainda, tentamos nos relacionar.

Certo dia estava eu no refeitório do trabalho almoçando na mesma mesa de um superior imediato(que eu, particularmente, admiro e respeito muito), quando não sei por que entramos no assunto de doenças que marcam gerações. Eu, como não poderia deixar de ser, opinei que o mal do século era o câncer, pois quase todos os produtos industrializados usados por nós possui algum elemento reconhecidamente cancerígeno, evidentemente as empresas afirmam que as concentrações desses elementos nos produtos são muito baixas, mas certamente o acúmulo ocorrido pelo uso continuado mina a saúde de muitos seres humanos.

Foi quando para minha surpresa fui completamente humilhado pelo comentário deste meu chefe, que categoricamente afirmou que o mal do século eram as doenças da “alma”. A princípio imaginei se tratar de algo de cunho religioso, mas ao mesmo tempo em que ele expunha seus argumentos eu achava o que eu havia falado mais sem propósito, medíocre e pequeno. Na explanação de meu chefe as doenças da alma, são aquelas para as quais não existe remédio de alívio imediato, tais quais: depressões, síndromes do pânico, Stress, Distúrbio obsessivo-compulsivo, Anorexia nervosa, Bulimia, Hiperatividade e déficit de atenção, etc. Essas doenças sim tem tido um aumento exponencial de incidência e são relacionadas à nossa geração, é a nossa peste negra, nossa varíola, nossa gripe, nossa malária, nossa AIDS, nossa proximidade com a morte, não existe contra-argumento para isso.

Evidentemente, como um bom aluno, fiquei pensado sobre o que havia ouvido, pesquisei a incidência atual destes transtornos psicológicos e me assustei quando percebi que a exceção era quem não apresentava algo do tipo, em maior ou menor intensidade a maioria da população sofre com alguma espécie de mazela relacionada à psique com desenvolvimentos afetando o estado físico e destruindo vidas, e o tratamento para isso é demorado e sem nenhuma garantia de êxito ou reincidência.

Agora eu me pergunto, será que essas doenças são recentes ou apenas foram percebidas, caracterizadas, diagnosticadas e nomeadas neste momento? Complicado de responder, polêmico e talvez irrelevante, pois independente de quando surgiu se tornou epidemia agora, aliás, pandemia, e a  nomenclatura é o que interfere menos nesse assunto. Que atire a primeira pedra(ou procure um psiquiatra o mais rápido possível) quem nunca sofreu um desses transtornos.

Infelizmente não tenho formação em psicologia ou psiquiatria, então evidentemente seria imprudente me manifestar sobre temas tão amplos e profundos, mas, uma vez que o blog é meu e não é nenhuma fonte de artigo científico, eu vou me permitir a falar sobre o que desconheço com a propriedade necessária.

Primeiro uma pergunta: Com quantos vizinhos vocês têm uma relação de verdadeira amizade? Poucas pessoas responderão a essa pergunta com um número maior que dois. Na sociedade atual as relações interpessoais tem se dado de uma maneira cada vez mais complicada, para conseguir sobreviver, o casal(com destaque para o novo papel da mulher no processo), tem que viver de forma alucinante. É muito trabalho, muitas responsabilidades, e pouco tempo. Amigos e parentes existem, mas optar entre descansar e os visitar é uma decisão cruel, a vida passa a ser trabalhar e descansar, multiplicando relações estanques entre casais e filhos(isso quando muito, tendo-se em vista o absurdo número de divórcios). Associado a isso as relações virtuais deixam a falsa impressão de “convívio social”, mas nenhuma sala de bate-papo, msn ou twitter pode substituir a sensação de um abraço sincero em um momento difícil.

Existe ainda o fator “não me interessa” ou “ não estou nem aí e muito menos chegando’, para a situação alheia. Pura imaturidade, para não falar em egoísmo e burrice, pois ajudar alguém só traz frutos positivos, aumenta sua autoestima e engrandece a alma, só para citar algumas vantagens, que mesmo que não existissem não reduziriam nossa obrigação de ser humano em ajudar o próximo.

Paradoxalmente(falei que gostava da palavra), este mesmo chefe um dia veio me alertar sobre a minha conduta e usou a expressão bíblica jogar pérolas aos porcos, e o quão frustrante pode ser tentar elevar uma pessoa da areia movediça da ignorância e não conseguir. Na ocasião eu respondi o que na minha visão absurdamente limitada, imatura e completamente irrelevante, era a cura para as doenças da alma, o que agora divido com vocês.

Observe a pessoa ao seu lado, muitas vezes o pedido de ajuda é tão claro que chega a ser um grito, quando falamos algo para alguém, por mais banal que seja o assunto em pauta, pode fazer uma diferença inimaginável para seu interlocutor. Sejam mais sensíveis as necessidades alheias, pois se todos agirem assim também perceberão as suas necessidades e viveremos em um mundo mais agradável.

Como dizia o poeta: “You may say I’m dreamer, but I’m not the only one”( Você pode dizer que sou sonhador, mas eu não sou o único), continuo jogando minhas pérolas aos porcos, pois se eles nunca tiverem oportunidade de conhecer algo diferente como poderão mudar? Eu sei que muitas vezes vou me frustrar, acredito até que na maioria delas, mas se eu, durante toda a minha vida, puder influenciar ao menos uma pessoa, nem todas as pérolas do mundo poderão pagar minha satisfação.

Interagir, dialogar, permutar opiniões e experiências, seja o sol na vida de alguém, pois certamente alguém será sua água, outra pessoa seu adubo, etc. Vamos fazer as arvores crescerem, para que a “fotossintese” da humanidade se dê na definição literal da palavra. “Fotossíntese é um processo realizado pelas plantas para a produção de energia necessária para a sua sobrevivência.”

Superamos todos males que assolaram a humanidade, resta agora a HUMANIDADE voltar a se ver como tal, e não como hienas matando, ou se aproveitando da carniça, para suprirem sua necessidade ficando imensas e obesas em detrimento de tudo e de todos.

Os homens do ano, heróis desconhecidos, admiração a tranquilidade e parabéns

No mês de Setembro deste ano, ao completar seu primeiro aniversário, a revista ALFA da editora abril seguiu o que várias outras publicações já fazem a muito tempo e divulgou uma edição especial falando sobre os que uma equipe de ‘especialistas” elegeram como os “homens do ano”, que pela descrição do diretor de redação, Kiko Nogueira, “São que na opinião da revista fizeram a diferença, marcaram presença e foram NOTÍCIA – aliás são notícia”.

Todas as vezes que vejo este tipo de lista me faço uma série de questionamentos: Qual a identidade destes ‘especialistas” que decidem quem serão os ícones da sociedade e o modelo para os que querem vencer na vida? Qual o critério utilizado para se colocar em um mesmo patamar um empresário bem sucedido, uma pessoa que salvou várias vidas e um político famoso? O ranqueamento é feito se levando em consideração a repercussão do feito da pessoa durante o ano, a quantidade de veículos de comunicação que apareceu, o IBOPE máximo que alcançou ou apenas a importância do que a pessoa fez, já que segundo Kiko os eleitos foram e são notícia? Independente de não ter respostas para estas perguntas, concordo que existem pessoas que realizam feitos admiráveis durante um ano e merecem um reconhecimento por isso, o grande problema é que nem sempre esses feitos são NOTÍCIA, são feitos realizados por anônimos ao grande público, por pessoas que não aparecem na mídia, por pessoas comuns, como eu e você.

Acredito que todos nós conheçamos alguém ou, pelo menos, já ouvimos falar de uma dessas pessoas que realizaram algo fantástico, que a maioria não faria, e que nem por isso nunca entrou na lista dos Homens do ano, no máximo uma notinha no Correio da Bahia ou no Massa, quando tanto. Eu já vi um vizinho carregar duas crianças que estavam com algum tipo de envenenamento, por 8 km até o posto de saúde, eu era muito novo na época, mas lembro que ninguém ajudou, e as crianças não eram nem conhecidos deste vizinho. Já vi da janela do ônibus um homem entrar no rio(esgoto a céu aberto) Camurugipe para salvar uma mulher que tinha caído com o carro a estava se afogando. Eu poderia ficar aqui durante horas dando exemplos de salvamentos, gentilizas, vitórias e outras coisas que pessoas comuns fizeram e continuaram sendo célebres anônimos.

Este texto na verdade foi inspirado em uma dessas pessoas, um grande amigo meu. Ele é o mais velho de cinco irmãos, e como a maior parte da população de Salvador é negro e nascido de uma família muito humilde, tão humilde que na falta de brinquedos, brincava de imitar relógio, fazendo os braços de ponteiro(Me perdoe a inconfidência meu irmão). As oportunidades de se envolver com a criminalidade eram diárias, era inclusive criticado por não entrar nesses “grupos”, preferia estudar, tinha vontade de ter uma vida melhor. Vontade de melhorar de vida para negro, pobre, nascido na Liberdade é sinônimo de escola técnica, e para lá ele foi, aliás, ia e voltava andando todos os dias, passava por várias lanchonetes, inclusive por uma famosa localizada no Santo Antônio, mas onde ele nunca teve dinheiro para comer.

O desenvolvimento desta “espécie” de negro e pobre da liberdade que estudou na escola técnica, na qual eu e muitos dos meus amigos se incluem, se deu de forma usual. Uma vez terminado o curso foi trabalhar no polo petroquímico de Camaçari, já podia ajudar em casa, melhorar a vida dos pais e dos irmãos, irmãos esses que ainda não tiveram o mesmo sucesso do primogênito, e, pior que isso, um deles pegou o carro que meu amigo havia financiado com muito esforço e bateu em outro veículo, resultado, na falta do seguro meu amigo foi obrigado a pagar ambos os concertos.

Depois de trabalhar por algum tempo no Pólo e praticamente sustentar a casa, meu amigo alcançou mais uma vitória e passou no concurso da Petrobrás. O mesmo concurso que eu passei, foi quando nos conhecemos e nos juntamos a mais quatro colegas para alugar um apartamento em Aracaju, local onde ocorreria o treinamento de formação. A descrição da personalidade deste amigo é o meu extremo oposto, ele é sempre muito tranquilo, fala pouco, evita conflitos de uma maneira geral, ou seja, tínhamos tudo para não nos darmos bem, mas nos tornamos irmãos, numa dessas situações inexplicáveis da vida nos aproximamos pelas diferenças, éramos complementares, juntos tínhamos mais equilíbrio, por mais que eu ainda hoje admire e almeje ter a tranquilidade e o controle, além da capacidade de ficar calado que ele tem.

Este amigo, já mais estabilizado financeiramente, reformou sozinho uma grande propriedade que os pais possuíam no Santo Antônio e estava a anos abandonada em ruínas, continua praticamente sustentando a casa, e segue sua rotina de vitórias, este ano ele concluiu a faculdade de Análise de Sistemas e foi promovido no trabalho. Pelo que eu conheço do potencial dele, isso é apenas um pequeno começo de uma vida que será espetacular, ao contrário do que diz as estatísticas esse meu amigo não se perdeu, foi um herói para com seu esforço mudar não apenas sua realidade e perspectivas mas de toda a numerosa família, mas eu nunca vi nenhuma menção a ele nem no massa, nem no correio e muito menos em nenhuma lista de homens do ano. Ele é apenas mais um nobre desconhecido.

George hoje é seu aniversário, se existe algo parecido na nossa história é nossa origem e onde estamos agora, mas nestas linhas escritas de forma pobre e parca devido limitação do autor que não tem capacidade de escrever um texto a sua altura, eu tentei te homenagear como um dos Homens do Ano que constam na minha lista, que pode não aparecer na mídia, não te dar destaque nem fama, mas tem a vantagem de que uma vez que o integrante entre nela tem presença vitalícia. Pode sempre contar comigo, assim como sei que a recíproca é verdadeira, e espero que eu ainda tenha muitos anos para poder aprender a me tornar uma pessoa melhor com você.

 

PARABÉNS   

O conceito de vantagem, Kill Bill e as Redes sociais

Vantagem, do dicionário Aurélio: s.f. Primazia, excelência. / Dianteira. / Utilidade, proveito: tirar vantagem de tudo. / Superioridade: aproveitou-se da vantagem que levava. // Bras. Contar vantagem, gabar-se.

Refletindo sobre este conceito, e analisando suas mais diferentes referências, me pergunto cada vez mais veementemente qual é a vantagem de se expor tanto sua vida privada ao mundo? Qual o propósito de redes sociais, blogs, vídeos no you tube, etc?E, além disso, o que procuram as pessoas que criam e as que lêem e freqüentam estes mais variados conteúdos?

Eu sempre escrevi, escrever sempre foi uma válvula de escape, mas a escrita não ecoa, os sentimentos, frustrações, alegrias, tristezas e opiniões colocados num papel sempre foram um segredo meu e do papel, sem alarde, sem chamar atenção, é colocar para fora sem se expor, algo muito paradoxal. O máximo permitido as regurgitações escritas por mim era uma vista de olhos de pouquíssimas pessoas em textos selecionados e mostrados para aquela pessoa com um propósito específico.

Trabalho confinado, com as mais variadas formas de pessoas e seus diferentes tipos de personalidade. Neste mundo quase prisional se percebe de forma mais efetiva a importância da comunicação. As relações humanas ocorridas de uma forma direta e espontânea estão se dando de uma maneira cada vez mais complicada. A divergência de opiniões sobre os assuntos mais banais às vezes tomam proporções inimagináveis, como você se tornar inimigo mortal de alguém porque você acha um carro bonito e o outro discorda, podem acreditar isso não é só um exemplo, é a descrição de um fato ocorrido. Com esse nível de falta de tolerância, as pessoas tendem cada vez mais a se fechar no seu mundo, não interagem, não debatem idéias, não confrontam argumentos, não evoluem.

Como todo ser humano é muito complicado, ao mesmo tempo em que a escrita é minha válvula de escape pessoal, minha boca sempre foi meu calcanhar de Aquiles, (Devo ter faltado esta aula da anatomia), pois de igual modo nunca ou quase nunca me privei de expor minhas opiniões, mesmo quando sabia que elas não seriam aceitas, mesmo quando sabia que seria prejudicado (tomei MUITA pancada por causa de minha boca). Eu simplesmente não consigo me abster, não é uma questão de querer aparecer, pois eu sempre preferi o contrário e quem me conhece sabe disso, eu simplesmente sinto que se não me manifestar em determinadas situações eu vou explodir, e muitas vezes por me manifestar acabo me explodindo com as conseqüências.

Uma vez dito tudo isso, acredito que comecei a entender os relacionamentos virtuais, suas redes e desdobramentos. É muito mais fácil encontrar alguém com idéias parecidas com as suas em um universo de milhões de usuários de internet, ou mesmo pessoas que discordem, apresentem argumentos mais válidos que sejam completamente contrários a sua opinião. A internet permite o confrontamento de idéias e a circulação do conhecimento, permite a continuidade da evolução que tem se tornado tão complicada nas relações físicas, de olho no olho.

Chegando a essa conclusão acredito que passei a entender melhor o conceito de vantagem, principalmente no que diz respeito a expor minhas idéias em um blog. Primeiro que eu encontro um equilíbrio, escrevendo mais fico com menos vontade de falar sempre, (Uma vantagem imensurável no meu caso), depois tenho respostas das minhas opiniões e posso refletir sem criar inimizades, já que a internet permite esta impessoalidade. E como bônus fico mais leve, pois o peso das minhas reflexões passam para o papel.

Quem sabe uma frase, um parágrafo, ou uma das loucuras que eu coloco aqui podem ajudar na reflexão, no crescimento ou até na tomada de decisão de alguém?

A maior vantagem de se expor é pela possibilidade, mesmo que ínfima, de ajudar alguém, de alguma forma, em algum lugar e que eu nem fique sabendo. Pois de forma análoga mas inversa de como disse Bill na abertura de Kill Bill vol 1: “Você me acha um sádico? Eu não sou um sádico, esse sou eu em meu momento mais masoquista”, e atira na cabeça de Beatrix Kiddo, que estava grávida de um filho de Bill. Pois esse sou eu em meu momento mais egoísta, procurando fazer o bem e ajudar a quem puder, tudo isso em busca do meu crescimento como ser humano.

Agradeça pelo tapa, pois nunca se sabe quando vem o mata cachorro

Semana passada em Salvador aconteceu um incêndio na casa do pugilista aposentado Reginaldo Holyfield, o mesmo poderia ter saído ileso, mas retornou a residência para retirar dois sobrinhos pequenos que haviam ficado presos, resultado, perdeu a consciência e teve grande parte do corpo queimado, mas arriscou sua vida para salvar os “apenas” sobrinhos.

Reginaldo Holyfield nasceu em abril de 1966, na capital baiana. Em sua carreira como pugilista, ele conquistou seis campeonatos brasileiros, quatro títulos sulamericanos, seis latinos, um hispânico, um internacional e dois campeonatos mundiais na categoria supermédio, para lutadores de até 76,2 quilos.

Das 47 lutas profissionais que realizou, Holyfield venceu 33 por nocaute e perdeu cinco combates.

Ele sempre foi um lutador folclórico, com pouca técnica, mas muita disposição, tinha como principal golpe o chamado “Mata cachorro”, um cruzado desferido com muita potência e utilizando todo o corpo como apoio, se pegasse era fatal.

Na mesma semana MAIS um bebê foi abandonado em salvador, segundo informações da polícia era um recém nascido e foi encontrado dentro de uma caixa de papelão no esgoto.

Citei esses dois casos contraditórios de destaque na mídia baiana para levantar as seguintes questões: Qual o valor da vida? Porque pessoas que tem tanto amor para criar um novo ser não tem essa chance e outras que parecem só possuir desprezo e maldade no coração possuem verdadeiras proles de abandonados, que provavelmente não terão oportunidade na vida diferente de se tornar um marginal? (Desculpe minha mãe, mas minha formação espírita ainda não me permite entender esse tipo de coisa)

Quando eu tinha quatro para cinco anos, minha tia Nailza engravidou, essa tia sempre me tratou como a um filho, logo eu estava todo ansioso, pois iria ganhar um “irmão ou irmã”, a gravidez andava bem, até que um dia o plano inclinado da Liberdade quebrou, e minha tia resolveu subir pelas escadas. Não me lembro dos detalhes, se ela caiu ou se foi o esforço, mas lembro muito bem do clima fúnebre que ficou na casa de minha avó, minha tia tinha perdido o filho, e eu meu primeiro irmão, não entendia bem o conceito de vida e morte, mas podia sentir a imensa intensidade daquela dor, era algo quase palpável, quase sólido de tão pesado. Eu só sei que queria ajudar minha tia de alguma forma, então no auge da minha inocência abri caminho entre todos os que a tentavam consolar e quando me aproximei da imagem de minha tia destruída, com olhos já secos por falta de lágrimas, falei: “Não ligue não minha tia, Deus vai te dar outro filho e desta vez tudo vai dar certo, vamos ser todos felizes”. Eu sinto até hoje a força do abraço que minha tia me deu naquele momento, e que se repetiu quando dois meses depois ela descobriu que estava grávida novamente, desta gravidez nasceu meu primeiro “irmão”, primo por parte de pai, Silas Leonardo.

Minha mãe após a separação de meu pai casou-se com um homem que não tinha filhos. E mesmo já com mais de quarenta anos e contra a opinião minha e de minha irmã pelo risco envolvido na gravidez, (ainda bem que), ela resolveu dar um filho ao seu companheiro. Lembro da felicidade dele quando ela anunciou a gravidez, já tinha nome, já tinha todo um futuro traçado, menos que minha mãe perderia o filho no terceiro mês, mais uma vez eu vivia todo aquela clima pesado na minha vida, mas com outra visão e outra maturidade, falei para minha mãe, “Não se preocupe, Deus vai te dar outro…”, três meses depois minha mãe engravidou novamente e resultou na minha mais nova “irmã filha”, Mikaela.

Acredito que todos que chegaram a ler até aqui já sabem que eu sou um pai recente, do meu pacotinho de 6 meses chamado Letícia. Então é muito claro para mim tudo que envolve minha filha, desde os seis meses de angústia a cada menstruação que teimava em chegar, passando pelo dia da confirmação da gestação, sofrendo com o medo de algo dar errado e me divertindo com cada nova imagem que via na ultra-sonografia, o momento do parto, o primeiro banho “eu que dei”, lembro de cada segundo do que com certeza foi a maior felicidade da minha vida, lembro inclusive do TAPA, esta semana estávamos eu e minha esposa arrumando minha mala para eu trabalhar e por uma fração de segundos tiramos os olhos de Letícia, que estava na cama ao nosso lado. Eu ouvi um baque, e quando olhei para cama e não vi minha filha meu coração parou, perece que passaram horas, eu vi toda a gravidez na minha frente, eu sentia enquanto corria para pegá-la todos os meus órgãos se dilacerando por dentro, foi quando veio o choro, e nunca um choro foi tão lindo, era o choro da vida, ela ainda estava ali, foi só o primeiro TAPA da nossa vida.

Já vi um amigo sofrer por meses em um tratamento muito agressivo para tentar engravidar sua esposa, e mesmo com tanto empenho e tanto sofrimento o resultado não veio da forma que eles esperavam, mas receberam um presente que sempre foi deles, só nasceu em um local diferente.

Por ultimo recebi uma notícia de um outro amigo, a informação que meu genro já estava em desenvolvimento no ventre da genitora, e ele falava isso como algo que fosse me ofender, sendo que seria um motivo de orgulho minha filha fazer uma escolha tão acertada. Como a vida parece andar em ciclos, estou vivendo o mesmo sentimento novamente, perdi meu genro, perdi não adiei o dia que vou conhecê-lo, pois com certeza “Deus vai dar outro…”

Resumindo, eu tomei TAPAS na minha vida, mas cheguei a sentir o vento dos “MATA CACHORRO” que passaram próximos a minha face, e só esse vento me deixou tonto, atordoado, não gosto nem de imaginar o cheiro da lona, não quero estar no lugar dos derrotados por Reginaldo Holyfield, mas quero saber valorizar a vida como ele soube, e talvez um dia ter a evolução espiritual para entender aqueles que abandonam seus rebentos. Estou de luto, mas agradeço pelos meus tapas e com a tranqüilidade de quem assiste da arquibancada, sei que essa luta, ao contrário do que o momento indica, já está ganha, e que meu genro será responsável, inteligente e bonito, porque meu pacotinho não é para qualquer bico.

As migalhas deixadas pelo caminho

Quem possui um mínimo de intimidade comigo, a ponto de perceber, se envolver, ou ao menos procurar saber como eu estou(E agora quem perde tempo lendo meu blog). Sabe que tenho passado por um período de crise existencial. Insatisfações e questionamentos dos mais variados fizeram com que eu perdesse meu norte, assim como em LOST(a série louca para quem não sabe), eu perdi a noção do que era real e do que era fantasioso na minha vida.Os questionamentos que ninguém, nem mesmo eu, poderia responder, me atormentavam dia e noite. Com os recursos que meus pais me proporcionaram não era para eu ter conquistado um nível maior profissionalmente? Era para eu estar casado? Será que eu consegui me tornar uma pessoa minimamente agradável de modo a o convívio comigo ser aprazível? Chegou o momento de jogar tudo para cima e recomeçar?

Eram muitas questões, muita angústia e apenas uma certeza, com a queda dos alicerces do meu equilíbrio emocional quem me segurou para que não caísse no abismo foi Letícia, cada sorriso banguelo mostrando suas covinhas (ou barroquinhas como diria uma amiga minha), eramcapaz de me proporcionar alguns momentos de paz, onde nada mais importava, era só eu, ela e o universo, quanta tranquilidade, mas efêmera.

A minha filha certamente foi minha motivação, mas pela minha própria natureza não poderia continuar neste estado de auto piedade, eu sou inquieto demais para aceitar determinadas “derrotas” (Aliás não admito nenhuma derrota, mas isso já é outro texto), por isso pela primeira vez na minha vida fui o que procurava ajuda, ação inversa ao que meus amigos e parentes estavam acostumados pois sempre fui a “rocha”, o “equilíbrio”, que segurava os problemas de todos e era “inabalável” (Quanta ilusão). A despeito da surpresa dos meus amigos, conversei com os mais próximos tentando entender a situação que me aturdia, mas não obtive êxito, então comecei a procurar os profissionais, psicóloga, terapia de cura, homeopatia, etc. Foi então que as coisas começaram a mudar.

Ao explanar situações da minha infância, frustrações, sonhos, planejamentos, atitudes, relações, ou seja, ao tentar passar para a psicóloga quem era eu através das palavras, comecei a me reencontrar, ou, a pelo menos, me ver sob uma ótica diferente da usual. Não que os problemas deixassem de estar lá, mas a maneira como eu estava lidando com eles não era uma maneira Bruno de agir e provavelmente esse era o maior problema.

Em uma etapa da terapia, ela sugeriu que eu pedisse a algumas pessoas importantes na minha vida que escrevessem um texto falando sobre a imagem que elas tinham de mim, para desta maneira fazer uma espécie de confrontamento. E assim eu fiz, minha mãe, meu pai, minha irmã mais velha, minha esposa e três grandes amigos(O quarto furou comigo), responderam prontamente ao meu pedido. E acreditem, é muito complicado ser confrontado com opiniões que fazem diferença para você, mas também é muito prazeroso voltar no tempo e colher as migalhas que foram deixadas pelo caminho, e, melhor ainda, observar que tipo de migalhas foram deixadas. Não sou inocente a ponto de achar que pessoas tão próximas me criticariam tão duramente a ponto de me magoar, mas acreditem, eles desceram o sarrafo, muitos defeitos que já conheço e tenho trabalhado, outros novos que tenho que avaliar com mais calma, nada muito diferente de qualquer ser humano pois não tenho a menor presunção de ser perfeito, por mais que esse seja sempre o objetivo é indubitavelmente inalcançável. O que me deixou feliz foi o que eles em uníssono declararam como virtudes, fiquei impressionado a ponto de que se fosse um professor corrigindo uma prova daria zero em todos por pescar. Essas virtudes eram claras para mim também, e eu fiquei aliviado por perceber que não me achava demais, tinha mais qualidades que defeitos, e principalmente poderia me considerar uma boa pessoa, para os meus padrões e para o dos outros, isso nem Master Card platinum ilimited pode pagar.

Em concomitância com a ajuda psicológica eu procurei ajuda espiritual, como já citei frequentei algumas sessões de cura, e isso foi de grande valia na minha recuperação. Como não acredito em coincidência, nesta mesma semana que solicitei aos meus próximos que escrevessem o texto, aconteceram coisas que descritas aqui pareceram no mínimo improváveis, mas deixa eu passar por mentiroso mesmo(Deus sabe o que precisamos e na hora que precisamos). Trabalhei em seis empresas ao longo de minha vida, e durante esta semana encontrei pelo menos uma pessoa que trabalhou diretamente comigo nessas empresas, TODAS fizeram questão de me chamar, de me abraçar, de fazer festa, essas migalhas deixadas pelo caminho realmente foram de boa qualidade, duráveis, respeitosas, verdadeiras, com caráter, BOAS.

Por ultimo recebi um comentário aqui no blog de um amigo(irmão), que conviveu comigo quando morei em Portugal por alguns meses, também a trabalho sete anos atrás, esse comentário me deixou particularmente comovido pois cabe como uma luva e vem fechar com chave de ouro todo esse pandemônio, uma vez que além de já ter algum tempo que não temos contato, sempre tivemos saudade e vontade de apresentarmos nossas “novas” famílias, mas isso até então foi impossível já que um dos meus problemas é de ordem financeira, me permitam reproduzir o comentário de Gil na integra:

“Enviado em 17/09/2011 as 11:38amGil – Portugal

Olá amigo, aliás “irmão”, porque era assim que me tratavas. Tive a felicidade e o enorme prazer de conviver contigo alguns meses e deu para perceber um pouco da pessoa boa que és. Aqui e depois de ler todos os posts e respostas/comentários aos mesmos, percebi que a opinião boa que tinha de ti,alarga-se aos lugares que passas e ao mundo que vives. Não vou comentar nenhum post em especial, porque todos eles estão muito bem elaborados e cada um deles passa claramente a mensagem pretendida. No início fiquei um pouco admirado com tantas coisas bonitas que escreveste, mas páro, recordo o Bruno que conheci e acho natural todos elas. És tu…
Abraço grande amigo.”

Uma vez dito isso, eu voltei a me reconhecer, a me orgulhar de mim, podem vir os problemas, podem vir outras crises, mas meu nome é Bruno Queiroz Batista Sousa, e agora eu sei o que isso quer dizer.

 

 

O equilíbrio do homem moderno

Já é assunto mais do que debatido que a mulher ocupa um espaço cada vez maior no mercado de trabalho, inclusive desempenhando atividades
antes típicas e exclusivamente masculinas. É mais do que evidente também que em decorrência de a mulher estar trabalhando, passa a ter as rédeas da sua própria vida, pois não dependerá de um marido provedor para sobreviver, o que resulta numa mudança absurda de como se desenvolvem as relações conjugais, uma vez que a mulher se coloca em pé de igualdade e a submissão é quase uma lenda, ou seria, se não tivesse havido antes a inversão, ou seja, hoje é muito mais fácil de se ver um homem se submetendo a absolutamente todas as vontades da mulher, completamente dominado, e pior do que isso, acreditando que isso é a ordem natural das coisas e caso tente expressar sua vontade vai perder a mulher que gosta e ainda ficar com fama de machista ou troglodita no mínimo.

Eu me interessei a escrever sobre esse tema depois que li o texto de Paulo Nogueira intitulado: “O controle remoto é a excalibur do homem
moderno(É o último reduto que ainda resta diante da mulher exigente)”, o texto foi publicado na sessão “Nosso homem em Londres” da revista VIP de Setembro de 2011. Nesse texto o autor narra, a sua maneira, exatamente o que descrevi no primeiro parágrafo, transformando a mulher exigente(moderna, atual), em um monstro dominador, o inimigo feroz e incontrolável que não conseguimos viver sem, e pior do que isso afirma que nós criamos o monstro com nossas atitudes, nos colocamos em estado de inferioridade. E como o título do texto publicado já sugere, ele acredita que o comando do controle remoto é a única esperança da resistência masculina, uma vez derrubada essa barreira estaremos inevitavelmente e completamente dominados.

Quando eu li este texto, claro que percebi que é bem fidedigno as relações do mundo atual, e que a maioria dos homens realmente vem pensando
e agindo desta maneira. A MAIORIA, mas não todos, alguém já perguntou para as mulheres se elas querem viver ao lado de um banana, se elas sonham em casar, (me perdoem a expressão chula), com um homem puta? Se elas realmente querem tomar todas as decisões sem serem questionadas? Eu tenho certeza que não.

A sociedade certamente evoluiu ao longo dos anos, os papeis de cada um no novo mundo, que contrasta com a época pré-histórica, mudaram muito. Mas uma coisa que não mudará jamais é que mulher é mulher e homem é homem, (Essa afirmação foi  inquestionável, não foi?), o que quero expressar é que claro que a mulher conseguiu uma série de conquistas, mas não perdeu sua delicadeza, não perdeu a vontade de ser cuidada, não perdeu a vontade de ser aquecida e protegida pelo abraço de um corpo masculino, a mulher no fundo quer ao seu lado um parceiro, alguém que concorde e discorde de suas opiniões, saiba se impor quando necessário, a chame para realidade quando for preciso, seja duro quando a ocasião pedir(sem duplo significado), mas que faça tudo isso com gentileza, com amor, com carinho, que seja um companheiro pela
definição literal da palavra.

É muito comum ouvir as mulheres reclamando da escassez de Homem, com H maiúsculo no mercado, muitas reclamam até do aumento da
homossexualidade, e isso de uma maneira tão grave que um grupo de estudantes universitárias confeccionou uma camisa com o singelo dizer: “Mulher também tem cu”. Outras vivem infelizes com os homens puta e eventualmente procuram um amante para espantar a depressão. O que tanto os homens quanto as mulheres tem que entender é que o equilíbrio entre o homem das cavernas, o macho alfa, dominador inato e comandante de tudo, com o homem metrossexual, submisso e entregue, não é uma coisa fácil de se alcançar, na verdade são muito poucos que conseguem enxergar a necessidade de buscar isso. Já a mulher por sua vez, já que quer um homem de verdade ao seu lado, precisa agir com inteligência emocional, sua pressuposta fragilidade é sua maior arma contra o homem protetor, e os resultados serão bem mais eficientes que o confronto direto.

Em suma, no mundo atual, para sustentar uma vida digna, depende – se do trabalho do casal. As relações são e sempre serão complicadas, mas
se cada um se esforçar em prol de um convívio harmonioso já facilita bastante, se o Homem mantiver sua pegada e a mulher sua delicadeza, essas
características inatas, pouco importa quem fica com o controle remoto, até porque o futebol só começa depois da novela.

Vou parando por aqui, é que minha esposa chegou e eu ainda não lavei os pratos, depois eu escrevo outro texto, mas ao contrário do que falou
Paulo Nogueira no encerramento de seu texto, se ela me mandasse deletar esse texto jamais faria isso, pois ela jamais MANDARIA eu fazer isso, uma vez que conhece o Homem que tem.

As perdas da imaturidade

Quão tolo pode ser um homem? Pergunta difícil, provavelmente sem nenhuma resposta convincente. Mas quando se resume a generalização ao seu mundo particular pode ser um pouco mais simples de determinar tudo que se perdeu ou tudo que se deixou de ser por pura tolice, ou, se preferirem, imaturidade.

Quando menciono perdas, nem passa pela minha cabeça as materiais. Pois essas, apesar de importantes, não se comparam as perdas emocionais, a perda dos momentos, a perda do que passou e jamais poderá ser recuperado, a perda do amor.

Já tive perdas consideráveis na minha vida, e pelas mais variadas razões, que vão desde o orgulho, passando pelo machismo, dando uma parada na preguiça e estacionando na falta de conhecimento, ou, mais uma vez a famigerada imaturidade.

O engraçado deste texto é que minha psicóloga, ao me ouvir falar que não lidava bem com as derrotas, que não sabia “perder”, e ainda que não valorizava minhas vitórias pois era o esperado pelo esforço e dedicação despendidos por mim em detrimento a fazer outras atividades mais aprazíveis. Que lembrava com detalhes os meus muitos reveses, mas não recordava com a mesma vivacidade minhas vitórias, encerrou a sessão e me pediu para refletir sobre isso. Ou seja, esta é minha lição de casa.

Agora para falar das minhas perdas, preciso envolver as pessoas que fazem diferença na minha vida, pois por mais que as perdas sejam minhas, são as vidas e os sentimentos deles expostos aqui, espero que não se ofendam e mais uma vez me perdoem.

Meus pais se separaram, eu tinha por volta de 19, 20 anos e minha irmã 11,12 anos, esta separação foi abrupta, conturbada e agressiva, deixou cicatrizes em todos os envolvidos, quem teve a iniciativa da separação foi minha mãe, algo ainda menos comum de se acontecer, pois os fatos se desdobraram da seguinte maneira:

Quem me conhece minimamente, ou até já leu alguns dos meus textos sabe que minha relação com meu pai nunca foi das melhores e minha mãe era meu porto seguro, minha amiga e conselheira. Mas no momento da separação eu não tive o direito de sentir a minha própria dor, minha própria angustia ou descontentamento. Pois tinha que me manter firme para consolar minha irmã, ajudar meu pai a se manter em pé e a tirar da minha mãe um pouco do peso das atitudes que ela tomou. Isso até chegar o dia de minha mãe mudar de casa e fazer a fatídica pergunta: Você não vem comigo? E eu dar a única resposta que meu caráter permitia naquela situação, – Não, eu não posso deixar meu pai sozinho neste estado, é a minha responsabilidade como filho mais velho tentar fazer o melhor para todos e agora eu sou mais importante aqui. Doeu em minha mãe, doeu em mim, mas eu sabia que estava agindo certo.

Foram messes ajudando meu pai, muita depressão, muito choro no meio da noite, muito desespero (foi o mais próximo que fui de meu pai na minha vida). Mas o tempo cura tudo e surgiu uma namorada para acelerar o processo. Neste mesmo período me afastei de minha mãe, ela arranjou um namorado e eu não lidava bem com a situação e ainda não tinha esquecido a separação.

Pois o pior aconteceu, a namorada supria a carência que meu pai sentia e minha relação com ele voltou ao normal, ou seja, problemática. O clímax foi quando ela engravidou por acidente, e eu numa discussão grave com meu pai resolvi ir embora, colocar meu orgulho de lado e pedir para morar com minha mãe, que me recebeu de braços abertos.

Para encurtar esse longo texto vou enunciar o que dói ter perdido:

1- Mesmo tendo acertado em ficar com meu pai, deveria dar um suporte maior a minha mãe que passou por muitas dificuldades, inclusive financeira.
2- Deveria estar mais próximo de Karoline, ela foi quem mais sofreu com tudo isso, teve problemas na escola e de saúde e eu não estava lá.
3- Por sair da casa de meu pai brigado, com ele e com a esposa, não presenciei os primeiros momentos da vida da minha irmãzinha linda que hoje tem cinco anos, Yasmim, que já conheci com alguns messes. Diferente do que aconteceu com a minha outra irmã,filha de minha mãe, Mikaela, hoje com três anos, e de quem estive sempre perto.
4- Nos meus relacionamentos, descontei em minhas parceiras, foram duas no período, coisas descabidas e injustas, perdendo boas oportunidades de viver momentos felizes.

Essas perdas são só de uma situação na minha vida e já me doem profundamente, não vou poder voltar atrás, apenas pedir perdão eternamente, mas como minha psicóloga me perguntou das vitórias, vou falar da maior delas, ter conseguido escrever este texto com essa visão dos fatos, aprendido com meus erros e acertos, saber o valor dos momentos e da vida familiar, e principalmente nunca cansar na busca da melhora como ser humano, ou como preferirem, mais uma vez, MATURIDADE.