Arquivo de outubro \29\UTC 2011

O Limite da Identidade

Esta semana alguns amigos vieram me confidenciar que existe um grande número de pessoas no ambiente de trabalho que não simpatizam comigo, dentre elas pessoas que eu nem conheço ou não possuo nenhum tipo de contato, logo, nestes casos específicos, foram pessoas que criaram antipatia por “Ouvir falar”. De certa maneira fiquei abalado, nunca me enxerguei como uma pessoa que despertasse este tipo sentimento negativo, até porque sempre procuro fazer o melhor para todos, ao menos na minha concepção. O fato de exercer um cargo com destaque relativo e ser novo de empresa e de idade (Muito mais que a maioria dos meus colegas), certamente pode contribuir para esse grau de rejeição, mas não se justifica sozinho pelo nível do problema que me foi relatado. Esses mesmos colegas afirmaram que eu deveria fazer uma mudança geral na minha atitude, não que eu estivesse agindo errado, mas sendo mal interpretado, uma espécie de ruído na comunicação.

Adoro feedback, tenho a certeza que quanto mais eu souber a imagem que passo para os outros, maiores serão minhas possibilidades de evolução, me sinto sempre muito agradecido independente de que seja criticado, elogiado ou aconselhado, mas evidentemente não concordo com tudo que escuto, e nesse caso,  a despeito de futuros prejuízos profissionais, sou obrigado pela minha consciência a acatar apenas uma parte do que me foi dito, pois caso acatasse por inteiro correria um grande risco de perder minha identidade.

Existem ambientes absurdamente diferentes, e eu acredito que quem chega novo a um local deve respeitar as leis e os costumes, deve procurar se enquadrar para evitar atritos. Mas quando esta mudança requer uma atitude que me deixe doente, angustiado e que vá de encontro aos meus princípios passa a ser uma escolha cara demais.

Já citei em outro texto o dizer que aprendi com um chefe, não se deve jogar pérolas aos porcos, mas este mesmo chefe afirmou que se procurarmos vamos encontrar defeitos em todos e o que deve ser valorizado é a parte boa de cada um. Desta maneira cheguei a conclusão que nem minhas pérolas são tão brilhantes e valiosas, tão pouco meus colegas porcos. Enxergo uma capacidade neles que está adormecida em função da estabilidade, da convivência e da falta de reconhecimento ao longo dos anos, o problema é que a palavra MUDÂNÇA assusta muito, além de sempre vir acompanhada da revolta dos acomodados, dos que se apavoram quando retirados de sua zona de conforto.

Vou tentar equalizar um pouco o meu ritmo com o dos outros, até porque se não conseguir me aproximar, nunca poderei dar qualquer tipo de contribuição para a evolução dos meus colegas. Mas essa equalização dificilmente vai ser perfeita, em virtude da diferença de gerações, de valores, de princípios, e de cultura. E existe claro o limite da minha identidade, que jamais será ultrapassado ou deturpado, pois é melhor viver com menos e com paz de espírito que com mais arrependido e atormentado.

Quanto a despertar o ódio dos outros, realizei um pesquisa no Google para descobrir os homens mais odiados de todos os tempos (http://listas.terra.com.br/politica/8268-qual-o-homem-mais-odiado-de-todos-os-tempos), e , para minha surpresa, em décimo lugar está Chico Chavier (que excelente companhia), percebi ainda que independente de todo a mal que os outros nove tenham feito, eles foram grandes líderes, o que reafirma a acertiva de quando se passa de pedra a vidraça se fica muito mais vulnerável.

Vou continuar minha jornada de aprendizado sem fim, inspirado na letra de Pitty na música máscara, (O importante é ser você, mesmo que seja, estranho
Seja você, mesmo que seja bizarro , seja você. Tira, a mascara que cobre o seu rosto se mostre e eu descubro se eu gosto do seu verdadeiro jeito de ser), Tento passar o que tenho de melhor agindo para o bem, cabe a cada um absorver ou não, mas eu diariamente procuro manter meu crescimento

Encerro com partes da letra de uma música do CPM22 que retrata como vejo a vida.

(O mundo dá voltas, não posso mais parar, é só correr atrás, nem tudo mudou não quero mais pensar, no que ficou pra trás e nada faz voltar…..faz voltar…..faz voltar…. sempre penso em conseguir, nunca penso em desistir, deixo a vida rolar, hoje eu tenho que esperar mas meu dia vai chegar…Porquê o mundo dá voltas)

Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro.

Antes de qualquer coisa deixem-me desculpar pelo “grande” tempo sem postar nada novo, mas minha filhinha de sete meses estava internada no Hospital Aliança desde Sábado para tratar de uma pneumonia, então apesar de estar de folga e ter vários temas borbulhando na minha mente, não tive a oportunidade de escrever, a única vantagem foram os ovos, que saíram do meu notebook depois de tantas repetições dos DVDS Galinha pintadinha um e dois, Já a Xuxa acho que só aparece para baixinhos e Patati-Patatá que devem estar com a agenda cheia. Enfim meu pacotinho está bem, em casa e se tratando. Nos momentos obsoletos no Hospital(raros) resolvi colocar a leitura em dia, e li o livro “DR.House, Um guia para a vida(como triunfar com humor e ironia) do autor Toni DE La Torre”

Após esta leitura a decepção causada foi tão grande(Sou fã da série House) que me levou a pensar em coisas relacionadas. Pesquisei de onde surgiu a expressão que determina o plantio de uma árvore, a concepção de um filho e a escrita de um livro como pré-requisito básico para tornar-se um ser humano pleno, mesmo no Google não encontrei, mas quem souber pode postar, a grande questão consiste em que tomamos como verdade o que é falado pela mídia ou por alguém respeitado, existe muito pouca contestação, o ser humano é passivo por natureza e termina por acatar o que é informado, ou pior, determinado. Além de muitas vezes comprovar na prática uma teoria que Paul Joseph Goebbels já utilizava a mando de Hitler na Alemanha nazista, que uma mentira repetida várias vezes passa a ser uma verdade.

Quanto ao ditado acima, até que eu estaria bem, com 29 anos já plantei mais de uma árvore e já tive minha filha, num entanto, sempre acreditei no fato de escrever um livro ser algo quase impossível, era algo distante de mim, pois sempre pensei em uma coisa  marcante, que diga ou ajude a alguém, seja uma narração, uma crônica um conto ou uma dissertação, o importante era o conteúdo da escrita. Isso até ler ao livro de La Torre, que me deixou enjoado ao constatar como uma pessoa se apropria de algo ou alguém famoso para escrever tanta bobagem e ainda assim ser publicado e vender muito. Para quem não sabe o seriado descreve casos raros que são resolvidos por House, (é um médico genial, que faz diagnósticos que ninguém conseguiria, porém, é arrogante, viciado em remédio para dor e  com graves problemas de relacionamento), e por sua equipe de médicos especializados e escolhidos a dedo, O comportamento pouco usual do protagonista o torna um exemplo negativo, mas para o autor do livro “os defeitos de House devem ser exaltados e adotados, pois ajudam a conseguir uma posição e uma competência próxima a Greg(House), ou, no mínimo, uma posição de destaque na sociedade”,  algo que para qualquer pessoa com um mínimo de discernimento e senso crítico é completamente absurdo, o paradoxo está em que para o autor não é Greg que possui problemas a serem resolvidos, ele acha que este comportamento anarquista e essa personalidade deturpada  de House agem como estimulante ou como pré-requisito para se alcançar sua inegável genialidade em diagnosticar, o que só poderia ser aceito por alguém com graves problemas de caráter(pela identificação), ou por pessoas sem personalidade formada ou frágil(que aceitam tudo que lhes é imposto), resumindo a crítica, para mim esse livro é um emaranhado de palavras, que reunidas distribuem uma série de besteiras, e só existe por se apoiar em algo famoso e exaltado que é a série House. E é só um exemplo de muitos outros que circulam nas livrarias espalhando besteiras e idiotices mundo afora.

O fato de perceber que escrever e publicar um livro não é algo assim tão complicado, não reduziu em nada o meu controle de qualidade com o que levará minhas ideias e meu nome, ainda não me sinto apto a escrever um livro que valha a pena ser lido, porém, por pior que tenha sido o livro de La Torre, serviu para que refletisse em como se pode formar opiniões, por mais absurdas que elas possam ser. Com a internet e a facilidade em obter informações e ideias das mais diferentes pessoas(principalmente celebridades), associado ao fato de termos uma sociedade cada vez mais influenciável e sem convicções, corremos o risco de aparecer alguém com um texto cativante, que consiga difundir suas ideias para um grupo considerável de pessoas, criando um movimento parecido com o Nazismo, sendo bastante pessimista.

Mesmo nas relações não virtuais, do dia a dia, uma única pessoa pode destruir a imagem de um desafeto, dependendo apenas do respaldo(respeito) que possui e da sua capacidade de argumentar convencendo os outros da SUA verdade. Em função disso a imagem que se passa é fundamental, um antigo chefe me falou certa vez que o segredo do sucesso na gestão era não dar margem, a partir do momento que se tem uma conduta sempre correta, que se relaciona com todos com o devido respeito, será cada vez mais complicado para outra pessoa te difamar. A preocupação com a imagem não passa por abrir mão dos seus princípios ou preferências para se enquadrar em um modelo estipulado como ideal para sociedade, mas sim ter a inteligência para saber onde e quando se é aceitável determinados comportamentos, pois não vivemos para a sociedade, mas vivemos em uma sociedade. Gerar antipatias e inimizades pode ser um grande obstáculo para o desenvolvimento pessoal e profissional.

Espero que as pessoas que leram este texto tenham o discernimento para não aceitar uma informação ou afirmação sem o devido embasamento, formar suas opiniões é muito mais inteligente que comprar a dos outros. Enquanto não escrevo o livro continuo passando minhas reflexões para o papel, na esperança que um dia esteja preparado para concluir a trinca do primeiro ditado e finalmente me tornar um ser humano completo.

Expectativa X Decepção

Expectativa: s.f. Esperança fundada em promessas, viabilidades ou probabilidades.

Decepção: s.f. Engano; logro; desilusão; desapontamento.

Expectativa e decepção são sentimentos que sempre andam juntos, sem um não existiria o outro, mas tal qual uma dupla de assassinos me pergunto a necessidade de sua existência, uma vez que não consigo enxergar, com minha limitada visão, nada de positivo relacionado a eles, senão vejamos: Se a expectativa desperta a ansiedade, a agonia de esperar a concretização, a decepção vem acompanhada da angústia, da depressão, da desilusão.

Os mais ansiosos já devem estar perguntando por que estou escrevendo sobre este tema aparentemente desinteressante e batido, pois aviso que não criem grandes expectativas sobre este texto, sob pena de encontrarem apenas decepção.

Minha psicóloga me fez perceber que os momentos negativos ficam muito mais marcados e presentes na minha memória que os positivos, minhas derrotas sempre estão mais em evidência que minhas vitórias, a autocobrança é muito intensa e faz com que as conquistas passem despercebidas, me deixando um eterno insatisfeito. Por isso resolvi fazer esse exercício polyannico e tentar enxergar uma característica apenas pelos aspectos positivos.

Eu crio muita expectativa, sobre tudo e sobre todos, é inato, não tenho controle sobre isso, mas como já era de se esperar na maioria das vezes me decepciono. Um jovem colega do trabalho acredita que não cria expectativa sobre nada, pura ilusão, é impossível uma pessoa viver sem criar expectativas. Claro que existem vários graus, no que eu me coloco no mais elevado e de onde a queda é pior. Mas sejamos positivos, criar expectativa é acreditar, é imaginar que pode dar certo, é criar possibilidades onde outros já desistiram. É, realmente eu não consigo ser polyannico, Quem cria muita expectativa quebra a cara repetidas vezes e isso é uma realidade incontestável.

Atualmente estou desapontado comigo mesmo, me sinto letárgico, sem poder de reação, a sensação de impotência me incomoda profundamente, acredito que muitos passaram ou estão passando por esta mesma situação, porem é hipocrisia falar sobre evolução, crescimento e boas atitudes quando não se está vivendo isso na integra. Somado ao momento de introspecção tenho me decepcionado com mais freqüência e mais intensidade, o que está se tornando algo preocupante, porém, como já escrevi em outras oportunidades, quando as coisas estão muito ruins a expectativa é que melhorem, tomara que não venha outra decepção.

Decisões

Paralela ou orla? Essa é a primeira decisão que muitos baianos, eu inclusive em muitas ocasiões, tomam durante o dia. As escolhas estão presentes na nossa vida assim como o oxigênio, tomamos sem perceber, mas são tão determinantes para o nosso futuro que deveriam ser tratadas com um pouco mais de atenção. Até as opções mais esdruxulas como a dada no inicio do texto podem fazer toda a diferença, que vai de chegar atrasado ou, sendo trágico, morrer em uma batida.

Evidente que existem momentos em que somos colocados em situações onde a escolha a se fazer se torna algo extremamente complicado, para mim, em particular, essas situações se apresentam quando o futuro de outras pessoas está envolvido, já que eu tenho que arcar com minhas opções, mas impor a outra pessoa um futuro melhor ou pior em virtude do que eu decidi é particularmente incomodo.

Sempre fui uma pessoa decidida, problemas sempre existiram para serem resolvidos e isso para mim era um mantra. Coordenar, direcionar, resolver, sempre foram verbos presentes na minha vida, é algo inato, sem forçar a barra, imperceptível no momento que acontece até mesmo para mim, até que houve a mudança no contexto.

Fui avisado uma vez por um amigo que ter um filho é criar uma fraqueza, um ponto onde poderia ser atingido de forma efetiva. Não dei o devido crédito a essa afirmação na época, mas hoje percebo e vivencio a clara realidade, qualquer decisão que eu tome não representa apenas a mim, mas envolve o futuro de minha filha, e fraqueza maior que essa não pode existir.

Claro que vou continuar sendo responsável, não faz parte da minha natureza ser rebelde sem causa, mas me incomoda o fato de agora independente de querendo ou não algumas coisas me serem completamente proibidas, ou inaceitáveis para meus princípios, levando em consideração a dependência quase que completa que um ser, que não optou em existir, tem de mim.

Quase sempre fui prudente e muito responsável em minhas decisões, (O “quase” não foi modéstia, estou longe da perfeição), mas ao me  ser retirado a possibilidade de jogar tudo pro ar e viajar pelo mundo apenas com uma mochila nas costas, a sensação de poda, de limitação é inevitável.

O paradoxo desta situação é que independente de qualquer coisa minha filha é minha razão de viver, logo qualquer tipo de limitação criada com o seu nascimento se torna algo muito pequeno quando comparado ao ganho obtido. Ser responsável e prudente nunca foi um sacrifício, e poder imaginar as barroquinhas da minha filha me olhando no final de uma jornada de trabalho não tem preço, desta maneira continuo conduzindo minha vida, sem poder fazer tudo que me vem a mente, mas fazendo tudo que permite manter minha mente em paz.

Esse texto pode parecer curto e superficial, mas para algumas pessoas terá um significado muito maior, muitas vezes sou submetido a decisão de outra pessoa e na maioria das vezes não recebo nenhum tipo de explicação, as justificativas para minhas atitudes normalmente se apresentam de forma clara e lógica, só que a abstração presente em todo ser humano não seria exceção em mim.

Quem puder escrever tudo que quiser que atire o primeiro comentário, ou mantenha o silêncio que é exigido pela responsabilidade.

 

 

O filho preferido e a transcendência do ser humano

Na revista “ISTO É” edição de 5 out/2011, pág. 69/72, foi publicada a reportagem “Existe filho favorito?”, onde uma série de pesquisadores tentam explicar a diferença no relacionamento dos pais com os diferentes filhos, caracterizando como diferença de afinidade, complementaridade e necessidade, as razões principais para o tratamento diferenciado, mas todos afirmam categoricamente que o amor é igual para todos os filhos, o que, na minha modesta opinião, é um conflito de idéias.

Evidente que as relações entre pais e filhos antes de qualquer coisa são relações entre seres humanos. Existe o vinculo forte e vitalício da geração, da vida dos filhos que nascem em função da união dos pais, mas nem por isso deixam de serem seres humanos diferentes, com gostos particulares, comportamentos e personalidades distintas. O que torna lógica a aproximação do pai ou da mãe com o filho que se assemelha mais a sua forma de viver a vida, ou, como afirma o texto, os pais podem se aproximar mais do filho que seja mais diferente, em decorrência da sensação de complementaridade trazida por um dom desejado, mas nunca desenvolvido pelo genitor e que é inato no rebento. Isso sem descartar a proximidade por proteção ao mais frágil da prole, uma vez que o “forte” consegue sozinho o que o outro só faz apoiado.

Não questiono nenhuma das afirmações descritas no texto e comentadas acima, mas a igualdade no “Amor” é inexplicável, pior, inaceitável. Senão vejamos: Nunca houve uma definição concreta e universal de amor, o mais próximo que se pode chegar disso é afirmar que o amor é um sentimento bom e muito forte que uma pessoa sente por outra, é um bem querer exacerbado, ou como diria um amigo meu é um sentimento nobre que permite uma total cumplicidade entre seres humanos envoltos numa relação prolongada. Porém o amor é indefinível e conseqüentemente imensurável.

Se o amor é algo tão abstrato e ao mesmo tempo tão intenso, como pode haver igualdade de sentimentos entre pais e filhos de convívio tão diferente? Isso chega a soar como hipocrisia, como atenuante de um texto que ousou a tratar de um tema historicamente polêmico, mas que é de conhecimento geral e principalmente sentido nos núcleos familiares.

Evidentemente o filho(a) favorito do pai ou da mãe, é igualmente mais amado pelo respectivo que o outro que acaba ficando em segundo plano. Não estou eu aqui afirmando que os pais não amam todos seus filhos, mas claro que eles amam mais o “preferido”, até pela proximidade, pela maior convivência, é impossível haver igualdade no sentimento, só que isso não pode ser considerado o fim do mundo pelo filho(s) preterido, e sim encarado como algo natural nas relações humanas.

Sou o filho mais velho e tenho três irmãs, com 22, 5 e 3 anos cada uma, durante toda a minha infância sempre foi muito claro que minha irmã mais velha era a preferida de meu pai, aliás, isso era claro para todos. Em função disso minha mãe acabou se aproximando mais de mim, até como forma de compensação. A questão é que hoje eu enxergo isso com naturalidade, amo meu pai, mais as relações fizeram com que tivesse mais proximidade com minha mãe, e ninguém morreu por isso.

Nossa sociedade possui ainda uma série de tabus e hipocrisias que no mundo atual não podem mais ser aceitos, vamos evoluir, encarar nossa natureza e tentar crescer como seres em aprendizado, falsas verdades e convenções em prol de uma convivência em falsa harmonia só atrasam nossa transcendência.