Arquivo de janeiro \10\UTC 2012

O mar sem Plataformas

Ao longo destes seis anos me habituei a associar o lazer ao trabalho, sempre que frequentava uma praia em Aracajú lá estavam elas, as abençoadas plataformas. Fugindo da praia e me deslocando para o CEP e lá estava ele, o flare do T-carmo queimando cada segundo do meu suposto descanso. Aracaju é uma cidade intrinsecamente ligada a Petrobrás, ainda bem para minha saúde que eu moro em Salvador.
Que legal, agora posso me desligar, esquecer um pouco os problemas do trabalho, but wait a minute, aquele tronco na praia parece o  T do by-pass do recebedor PGA-01/03, será que já trocaram?,  Isso não me pertence agora, deixa para meus competentes colegas resolverem essa e outras questões.
Vou comer, culinária local faz parte do turismo. Peço uma moqueca caprichada, mas enquanto aguardo não posso deixar de ouvir um grupo de jovens que bradam na mesa ao lado: – Pode mandar descer tudo, nos trabalhamos na Petrobrás e “nós é patrão”. Me preparo para levantar, mas minha esposa ponderada como sempre me alerta: -Não é da sua conta, Letícia está aqui, e nós só vamos comer.
Verdade, aqui sou só Bruno o cidadão, licença ambiental(será que saiu?) Operadores novos, será que são esses da mesa ao lado? Espero que não.
Bem, o almoço acabou, ótima refeição, praia deserta, minha filhinha comigo, o que poderia pedir a Deus?. Do nada surge uma pequena mancha preta na areia, vem um gaiato e afirma: – A Petrobrás é foda, vai destruir nosso país, perco o controle, vou na direção do indivíduo, no terceiro passo minha filha segura minha perna, babanho papai, ela balbucia, acabaram os problemas. O banho de mar de minha filha é neste momento a salvação do mundo.
Tenho certeza que nas minhas veias corre um pouco de petróleo, minhas responsabilidade em relação a isso sempre permanecerá incólume. Porém certamente algumas atitudes minhas serão muito mais importantes e valorizadas no âmbito familiar, o profissional sempre permanecerá dedicado e incansável, mas o pai é soberano.
Costa Azul, sem telefone, sem tv a cabo e sem internet, mas com meu pacotinho. Posso viver assim.
OBS: Mas saber da Sonda, dos Ga’s 23 e 25, dos operadores novos, das mudanças de turma, dos novos parâmetros do GD, bem que não faziam mal né? Enfim, férias tem um porquê, e aos trancos e barrancos eu percebo que não sou assim tão importante,

Folhas em branco

Que maravilha, começou 2012, e como todo ano que se inicia podemos fazer a analogia de uma folha em branco, pura, virginal, aguardando pela utilização de qualquer pessoa, seja ela bem ou mal intencionada. Existem poucas coisas mais excitantes na vida que uma folha em branco. Como já havia me ensinado meu amigo, (vou chamar de o pensador do CIC para proteger a fonte), papel aceita tudo, e essa é uma das mudanças básicas deste texto. Normalmente quando escrevo compartilho várias ideias de outras pessoas das quais costumo poupar o nome como forma de privacidade, mas acredito que ao citar a fonte faço uma homenagem necessária a quem de alguma forma contribuiu com minha formação e me sinto menos plagiador, num entanto essa ideia não é uma unanimidade, então vou usar sugestivos pseudônimos.
Enfim, continuando meu paradoxo, me apetece falar sobre pessoas que não falam. O ícone destas pessoas responde pela alcunha de ‘Calado”. Esse meu amigo(ao menos eu o chamo assim , ele acho que não). É uma pessoa agradável, inteligente, responsável e principalmente cumpridor de suas obrigações. Particularmente não me lembro de alguma tarefa que foi designada para sua responsabilidade e que ele não resolveu por simples falta de vontade. Calado é uma pessoa reclusa, não alimenta relações superficiais, e por isso causa uma certa estranheza dos seus colegas de trabalho. Esta falta de estreitamento de relações faz com que ele não seja valorizado como deveria, coitado dos que pensão assim. Eu particularmente o tenho na minha mais alta estima, disciplinado, trabalhador e humilde. Para mim “calado” poderia ser como diz Galvão Bueno, um gladiador do terceiro milênio, e isso falando apenas com suas atitudes. Parabéns meu amigo
Outro colega que foi estereotipado desde sua chegada foi Pé de pano, sem experiência na área industrial e um pouco acima do peso, foi logo tachado como inútil. Sinceramente fico envergonhado em viver em um país tão hipócrita, onde grande parte de população é obesa e outro percentual considerável não está nem aí para o trabalho. Para se conhecer a história de Ravengar é preciso se conversar com ele, saber as dificuldades que enfrentou e que ainda enfrenta na sua vida. Não adianta uma comparação direta com pessoas que passaram suas adolescências na indústria (Como eu), ou que sempre tiveram os pais como suporte financeiro. O guerreiro é uma daquelas pessoas que enfrentou o monstro, não temeu o desafio, melhorou em curto espaço de tempo e me levou as lágrimas quando perguntei se ele havia realizado uma tarefa que eu determinei,( mas achava pouco provável de ele terminar), com a seguinte resposta: Você me deu uma missão, e missão dada é missão cumprida.” Isso é a honra de um viking, de alguém que abraçou uma ideia, contra o sistema.
O mascote é mais um que não poderia deixar de citar, jovem, começando a ganhar “dinheiro”, mas nem por isso menos responsável, competente e amigo. Acredito que ele não sabe o quanto agregar essas características ao mesmo tempo é complicado. Simboliza uma mudança para a realidade de sua família financeiramente falando, e, além disso, é um ótimo filho, irmão e amigo. Quem dera eu, aos meus vinte e poucos anos pudesse ter essa variedade de virtudes. Te vejo como a um irmão mais novo que nunca tive, e ficarei radiante ao constatar cada vitória que for alcançada como a concretização das minhas profecias, mesmo eu estando longe de ser Nostradamus, só te aconselho a ficar longe de cajás, eles podem te fazer muito mal.
O tutor não poderia deixar de ser citadado, acredito que apenas um seleto grupo de pessoas pode trabalhar com alguém que admira, e esse meu colega me impulsiona a ser cada vez melhor, pois sempre que chego perto do patamar que acredito que ele está, percebo que estou ainda a anos luz de seu desenvolvimento. Cultura, caráter, evolução, características fantásticas para um líder, com o acréscimo de ser negro em uma sociedade racista e ter vindo de uma família não tradicional em um mundo provinciano. Meu colega como já te afirmei diversas vezes sou seu fã. Mesmo você não compartilhando o amor pelo Bahia.
Mais um integrante deste seleto grupo dos incompreendidos é “boca de mochila, esse já é da velha guarda, mas conhece o técnica dos poços de BPZ como poucos, tem sim uma personalidade forte, responde quando se sente oprimido ou ofendido, enfim, quem não tem defeitos que atire a primeira pedra, eu prefiro uma mochila em que possa confiar que uma mala LV imprestável, como já te falei meu amigo, o equilíbrio te reserva coisas fantásticas.
Por fim, mas não menos importante, tenho que externar o vazio deixado por dois colegas em especial, Cícero e Autran. Ambos chegaram onde todo trabalhador espera um dia chegar, a aposentadoria. A falta fica pois eles eram uns dos poucos que apesar da idade compreendiam a nova ordem da empresa, com suas limitações como todos nós temos, eles tentavam realizar o que lhes foi determinado, com humildade e respeitando a hierarquia. Desejo muito boa sorte a esses meus amigos e espero que tenham uma vida imensamente longa para aproveitar sua aposentadoria.
Aposentadoria. Assim como outros que também se foram como meus amigos Alfran e Oderman. Nos vemos pela vida.
Observando exemplos tão próximos de pessoas fantásticas e vitoriosas, me motivo a ser melhor, e espero chegar o  meu dia de dizer adeus de cabeça erguida.
Abraços,.
A falsa ilusão de quem é bom é eterno e quem é ruim idem, é absurda. A cada atitude, a cada demonstração de comprometimento, a cada dia que surge depois da noite, podemos ser diferentes. Só precisa que acontenção duas coisas: Vontade de mudar e sensibilidade para quem importa reconhecer.
Do retiro.

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.000 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 17 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo