Arquivo para maio \10\UTC 2012

Inércia, hipocrisia e a bomba atômica

Antes de iniciar a Narrativa inerente a este texto, infelizmente tenho que contextualizar as pessoas que leem esta narrativa, mas desconhecem o “escritor”. O título do blog “pensamentos etílicos” foi apenas uma sugestão de minha irmã Karoline, que jocosamente achava engraçado o fato de eu, uma pessoa abstêmia, escrever mais fluentemente quando entorpecido pela mínima dose de álcool. Pessoas mal informadas poderiam e ainda podem acreditar que os textos são escritos por um alcoólatra, ou pior ainda, usar isso como arma contra quem é difícil se achar enganos, mas enfim, feita esta declaração, me deixa iniciar o texto, pois já fui criticado por uma pessoa que tem como segundo nome Maria que meus textos são muito longos o que dificulta sua leitura para pessoas atribuladas.

Como minha mãe já havia me alertado, as mensagens que mudam nossas vidas podem vir das pessoas que menos imaginamos. Um amigo denominado Leondes fez o seguinte comentário que me fez refletir: “Cara,  você é mais velho que eu, mas não é tão velho assim, porque você se boicota e se limita como se já estivesse na terceira idade?

Foi nesse momento que percebi a hipocrisia da assinatura digital que utilizo nos meus correios profissionais: “ Quem quer fazer alguma coisa encontra meios, quem não quer fazer nada encontra desculpas.”

Eu percebi que de alguma maneira eu entrei em uma zona de conforto, em que algo que nos meus planejamentos seria uma posição de partida, algo inicial no que diz respeito a perspectiva de vida, havia se tornado final de ciclo, satisfatório e suficiente tendo em vista de onde eu parti.

A inércia havia me prendido na zona de conforto, e apenas uma bomba atômica poderia me deslocar. Pois a bomba explodiu, bem, perdoem a hipérbole, não explodiu a bomba, mas me despertou.

Eu tenho exatamente 30 anos, e potencial para ir além do alcançado atualmente, ( falando do lado profissional e financeiro), mas havia parado no tempo, conformado com uma mediocridade que prometi nunca aceitar. Resumindo, sei quem sou, do que sou capaz, e onde posso chegar. Basta agora sair da maldita inércia que me consumiu por seis anos. Vou buscar no meu âmago o Bruno, que as pessoas que acompanharam meu crescimento, e, em que algum momento, me admiraram pela minha conduta e minha capacidade, perderam de vista. Conduta, excelência, potencial, dedicação, são palavras que não me inibem de forma alguma.

Estou acostumado a enfrentar as adversidades, nasci negro, pobre e nordestino. Quem por alguma razão tentou intervir de forma negativa na minha trajetória vai acabar se decepcionando. Pois minha meta vai além do que qualquer um que use de calunias para me diminuir podem imaginar.

O tempo vai definir quem tinha razão, para finalizar uma frase de Bob Marley: “Pare de reclamar da vida e faça algo para mudar, mova-se, saia do canto, ficar parado é para os fracos, os fortes vão a luta”.