Arquivo de junho \10\UTC 2012

A arte da serenidade

Em um mundo onde as cobranças são um lugar comum, onde tudo é para ontem e que tempo é dinheiro, onde o natural é sofrer de doenças como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e mazelas afins, eis que surge o patrono da quietação, (no mais puro sentido da palavra), e eu sou um privilegiado de poder observa – lo em loco diariamente no meu trabalho.

Se eu tenho uma característica evidente, esta é a agitação. Quando tenho uma tarefa a desempenhar, um problema para resolver ou uma situação para intervir, sempre me sinto como se já estivesse atrasado. Incomoda-me a ponto de ficar angustiado quando não concluo o mais rápido possível aquilo a que me comprometi a realizar. Isso pode ser bom por um lado, já que normalmente tenho êxito nas minhas ações com muita brevidade, mas quando não acontece, a conseqüência para meu psicológico é brutal. Por isso é tão importante para a qualidade da minha vida ter a oportunidade de observar que existe outra maneira de fazer as coisas, que resultarão no mesmo resultado, mas com o bônus de gerar infinitamente menos stress, e essa é a especialidade deste Manequim.

Não, não estou me referindo a nenhum modelo andrógino, sarado, ou qualquer tipo ligado a moda e tido como padrão de beleza pelas massas. (Apesar de que este Manequim em questão se acha bonito, mas quem sou eu para destruir ilusões…), esta pessoa que exala calma, atravessa conflitos muito acirrados e consegue sair incólume, enfrenta problemas, cobranças, provocações, sem que nada disso consiga abalar o tranqüilo desenvolvimento do seu dia ou modificar minimamente seu humor, é mais um dos meus muitos chefes, neste caso, para mim, é O chefe.

Mesmo ciente que alguns desavisados farão o comentário óbvio de que este texto se trata de um “Puxa-saquismo”, escrevo tranqüilo com a convicção que não preciso me valer de tais subterfúgios para nada, meu trabalho e minhas atitudes me dão o suporte necessário para reconhecer e expor uma grande virtude de um próximo, mesmo em um “mundo” onde o bonito é falar mal, denegrir, desdenhar. E até por isso não me abala comentários de quem é inseguro com sigo mesmo e só se sente melhor quando colocam os outros para baixo.

O objetivo aqui é mostrar que existem opções de como conduzir a vida, uma postura determinista é ignorante, nada PRECISA ser de jeito nenhum, em tudo cabe uma mudança, eu tive a oportunidade de ser confrontado com o meu oposto e descobri que quero ser um pouco assim. Todos podem ter essa oportunidade, eu enxerguei, será que vocês conseguem abrir os olhos?

 

Tenho certeza que sim.

Paixões enlouquecedoras

Acredito ter sido extremamente redundante no título acima, afinal, toda paixão é enlouquecedora. Imaginei que estaria curado desta doença, afinal de contas já fui contaminado muitas vezes e em todas elas me curei, logo imaginei possuir anticorpos suficientes para não ser mais uma vez infectado. O problema que este tipo de “mazela não tem cura e nem diferencia vivência ou experiência e muito menos idade.

Meu amor atual tem lábios lindos, na forma de coração, olhos vivos e brilhantes, uma inteligência acima da média, características que por si só já fariam qualquer um “cair de quatro” e comigo não foi o contrário.

Chego a imaginar embarcar, pois a saudade me dilacera diariamente, e se não fosse esse meu único sustento, até para dar a ela roupas, sapatos, festas, etc. Certamente já estaria buscando uma maneira de estar sempre ao seu lado, compartilhando todos os seus momentos.

O complicado é que ela me agride, várias vezes sou obrigado a aceitar determinadas atitudes, sem poder revidar. Ela também é geniosa, determina o que quer e fica furiosa quando não atendida de imediato.

Para compensar é muito “carinhosa” quando tem vontade, posso desfrutar dos seus abraços e beijos por horas sem que fique sobrecarregado.

Enfim, estou amando, e acredito que este amor, que é muito maior que eu, possa durar para sempre, ou, ao menos, até o dia que eu desencarnar, pois caso ela desencarne primeiro não suportarei.

Esta mulher tem um nome lindo, que harmoniza perfeitamente com sua beleza arrebatadora, Letícia (que significa alegria) me tornou uma pessoa que vive por ela, tentando proporcionar o melhor do melhor dentro das minhas possibilidades.

Revelada minha fragilidade, devo confessar que esta “mulher” possui apenas 1 ano e 3 meses, e, por acaso, me chama de papai, assim como, para não ser formal com minha filha, a chamo de meu pacotinho. Amor é bom, mas a saudade causada por ele é quase insuportável.