Labirintos

Estive meio perdido do caminho do Blog, cheguei mesmo a achar que não o encontraria mais, mas com a ajuda de amigos acabei encontrando e resolvi escrever sobre se perder, ou não.

Labirintos são conjunto de percursos interligados e criados com a intenção de desorientar quem os percorre, acredito que todos já tenham se entretido alguma vez na vida tentando descobrir o caminho certo para se chegar a vitória neste tipo de jogo. O interessante dos labirintos é que enquanto os ‘percorremos’ experimentamos uma série de emoções, algumas delas contraditórias, como quando acreditamos ter achado o caminho correto e nos enchemos de alegria e orgulho para logo mais adiante nos depararmos com uma parede e termos de retornar, frustrados, ao início.

Mas por que labirintos? Muito simples, a vida nada mais é que um grande labirinto. Quantas e quantas vezes achamos que estamos no caminho correto e uma parede nos faz retornar cabisbaixos ao ponto de início?, Quantas vezes nos vemos perdidos sem saber que direção tomar, e, pior ainda, sabendo que ali estagnados só podemos esperar coisas não muito boas. E quando falta força, vontade ou incentivo para procurar a saída? Nenhuma destas perguntas tem uma resposta pronta, cada um tem que encontrar seu caminho.

Outro ponto importante nesta metáfora é quem carregamos conosco no nosso percurso,  é justo impor um caminho que você acha correto aos seus familiares?  E se tudo der errado todos pagam pela decisão de apenas um? Complicado, mas sem solução.

A grande verdade é que no labirinto da vida a grande vitória não é chegar na saída, e sim, saber curtir a ‘brincadeira”. Começar, retornar, se perder, se encontrar, aproveitando as companhias deste trajeto, curtido as pequenas vitórias e aprendendo com os equívocos, enfim, vivendo, pois ficar parado se lamentando e se maldizendo certamente só terá duas consequências: Tristeza e solidão.

O benefício do perdão e o dia do amigo

Uma frase já extremamente consagrada é: O problema de todo esperto é acreditar que os outros são bestas.

Será?

No dia do amigo gostaria de levantar uma bandeira underground, fazer de conta que acredita em uma mentira é ser “otário”? Depende.

Na sociedade atual a mentira é artifício usado para as mais diversas situações, seja para se proteger, para alegrar ou simplesmente para enganar. A questão em si é: Vale a pena perder uma amizade, e todos os benefícios desta relação, por se perceber que este determinado amigo faltou com a verdade, ou, ao menos, a manipulou de modo a se beneficiar?

Minha natureza escorpiana afirma veementemente que sim, que toda falha não merece perdão, que quem falha uma vez pode falhar sempre, etc e tal. Porém eu já estou ficando “velho”, e este estado não permite mais pensamentos românticos de que os seres humanos são perfeitos, tão pouco que em determinadas situações não possam agir de forma tida como “correta”, pois esta correção de caráter os prejudicaria.

Penso atualmente que assim como no mundo dos negócios, deve-se pesar os prós e os contras de cada relacionamento, pois da mesma maneira dinheiro não tem orgulho, temos que encarar que a humanidade é falha por natureza.

Concluí que, as vezes vale a pena ser “besta”, contanto que saiba com quem se está lidando, evidentemente, pois esperar perfeição é utopia.

Feliz dia do amigo para todos os meus perfeitos companheiros e companheiras de jornada.

O Bahia e o Coito Interrompido

Frustração é um sentimento que pode ser ilustrado com os mais variados exemplos; Deixar de ganhar na loteria por um número; Acabar, logo na sua vez, o ingresso do cinema; Cair uma mosca no prato de comida preparado especialmente por um Chef internacional. E por aí vai, mas acredito que o sentimento de frustração que mais se assemelha ao que sinto agora é o coito interrompido.

Tudo começa quando você percebe aquela deusa, que de tão bela parece não caminhar, e sim permitir que os simples mortais acompanhem os seus delicados pés, aí você pensa: – Nunca vai me dar bola. Só que ela te olha, e, mais que isso, sorri. Você olha para os lados e percebe ainda incrédulo que o sorriso foi mesmo para si. Resumindo, surgiu uma expectativa onde não existia nada, se combina o encontro, você coloca sua melhor cueca, CK claro, o melhor perfume, aquele que seu colega trouxe do estrangeiro, pega o carro limpinho e a leva para o melhor restaurante da cidade. O papo foi maravilhoso e a noite promete, ela te convida para entrar e começa o rala e rola, de repente…  Pode escolher leitor, tanto faz:

1-     Meu marido não foi trabalhar e está entrando

2-     Minha menstruação chegou

3-     Esqueci a camisinha

4-     A camisinha furou

5-     Sua cueca está com uma “freada”

A sensação é de queda no abismo, tudo que havia idealizado foi por água abaixo, acho que todos já sentiram isso. E é o que sinto agora.

O Bahia terminou o campeonato do ano passado brigando para não cair, e não deu muitas esperanças para seu torcedor de que pudesse fazer um bom ano de 2012, mas fugindo de outros anos, manteve a base do elenco, tinha o melhor ataque do Brasil e foi campeão baiano depois de muitos anos. Além disso, contratou alguns jogadores de renome e manteve Falcão. O time falava de libertadores e a expectativa foi as alturas, mas o tombo doeu muito, 1 triunfo em 9 jogos, brigando para não cair, (novamente), este romance foi o pior caso de coito interrompido que tive, e. novamente, pode escolher pois tanto faz:

1-     O juiz roubou

2-     O time jogou bem e perdeu muitos gols

3-     O Flamengo deu sorte

4-     Existe uma conspiração universal

O QUE IMPORTA É QUE O BAHIA PERDEU POOOORRRRA! NOVAMENTE.

 

Passado este necessário desabafo, vamos raciocinar. Quem sabe vai haver uma segunda chance com aquela deusa, é bom deixar a cueca preparada, assim como a camisa tricolor, que por enquanto só está me causando frustração.

A arte da serenidade

Em um mundo onde as cobranças são um lugar comum, onde tudo é para ontem e que tempo é dinheiro, onde o natural é sofrer de doenças como ansiedade, depressão, síndrome do pânico e mazelas afins, eis que surge o patrono da quietação, (no mais puro sentido da palavra), e eu sou um privilegiado de poder observa – lo em loco diariamente no meu trabalho.

Se eu tenho uma característica evidente, esta é a agitação. Quando tenho uma tarefa a desempenhar, um problema para resolver ou uma situação para intervir, sempre me sinto como se já estivesse atrasado. Incomoda-me a ponto de ficar angustiado quando não concluo o mais rápido possível aquilo a que me comprometi a realizar. Isso pode ser bom por um lado, já que normalmente tenho êxito nas minhas ações com muita brevidade, mas quando não acontece, a conseqüência para meu psicológico é brutal. Por isso é tão importante para a qualidade da minha vida ter a oportunidade de observar que existe outra maneira de fazer as coisas, que resultarão no mesmo resultado, mas com o bônus de gerar infinitamente menos stress, e essa é a especialidade deste Manequim.

Não, não estou me referindo a nenhum modelo andrógino, sarado, ou qualquer tipo ligado a moda e tido como padrão de beleza pelas massas. (Apesar de que este Manequim em questão se acha bonito, mas quem sou eu para destruir ilusões…), esta pessoa que exala calma, atravessa conflitos muito acirrados e consegue sair incólume, enfrenta problemas, cobranças, provocações, sem que nada disso consiga abalar o tranqüilo desenvolvimento do seu dia ou modificar minimamente seu humor, é mais um dos meus muitos chefes, neste caso, para mim, é O chefe.

Mesmo ciente que alguns desavisados farão o comentário óbvio de que este texto se trata de um “Puxa-saquismo”, escrevo tranqüilo com a convicção que não preciso me valer de tais subterfúgios para nada, meu trabalho e minhas atitudes me dão o suporte necessário para reconhecer e expor uma grande virtude de um próximo, mesmo em um “mundo” onde o bonito é falar mal, denegrir, desdenhar. E até por isso não me abala comentários de quem é inseguro com sigo mesmo e só se sente melhor quando colocam os outros para baixo.

O objetivo aqui é mostrar que existem opções de como conduzir a vida, uma postura determinista é ignorante, nada PRECISA ser de jeito nenhum, em tudo cabe uma mudança, eu tive a oportunidade de ser confrontado com o meu oposto e descobri que quero ser um pouco assim. Todos podem ter essa oportunidade, eu enxerguei, será que vocês conseguem abrir os olhos?

 

Tenho certeza que sim.

Paixões enlouquecedoras

Acredito ter sido extremamente redundante no título acima, afinal, toda paixão é enlouquecedora. Imaginei que estaria curado desta doença, afinal de contas já fui contaminado muitas vezes e em todas elas me curei, logo imaginei possuir anticorpos suficientes para não ser mais uma vez infectado. O problema que este tipo de “mazela não tem cura e nem diferencia vivência ou experiência e muito menos idade.

Meu amor atual tem lábios lindos, na forma de coração, olhos vivos e brilhantes, uma inteligência acima da média, características que por si só já fariam qualquer um “cair de quatro” e comigo não foi o contrário.

Chego a imaginar embarcar, pois a saudade me dilacera diariamente, e se não fosse esse meu único sustento, até para dar a ela roupas, sapatos, festas, etc. Certamente já estaria buscando uma maneira de estar sempre ao seu lado, compartilhando todos os seus momentos.

O complicado é que ela me agride, várias vezes sou obrigado a aceitar determinadas atitudes, sem poder revidar. Ela também é geniosa, determina o que quer e fica furiosa quando não atendida de imediato.

Para compensar é muito “carinhosa” quando tem vontade, posso desfrutar dos seus abraços e beijos por horas sem que fique sobrecarregado.

Enfim, estou amando, e acredito que este amor, que é muito maior que eu, possa durar para sempre, ou, ao menos, até o dia que eu desencarnar, pois caso ela desencarne primeiro não suportarei.

Esta mulher tem um nome lindo, que harmoniza perfeitamente com sua beleza arrebatadora, Letícia (que significa alegria) me tornou uma pessoa que vive por ela, tentando proporcionar o melhor do melhor dentro das minhas possibilidades.

Revelada minha fragilidade, devo confessar que esta “mulher” possui apenas 1 ano e 3 meses, e, por acaso, me chama de papai, assim como, para não ser formal com minha filha, a chamo de meu pacotinho. Amor é bom, mas a saudade causada por ele é quase insuportável.

Inércia, hipocrisia e a bomba atômica

Antes de iniciar a Narrativa inerente a este texto, infelizmente tenho que contextualizar as pessoas que leem esta narrativa, mas desconhecem o “escritor”. O título do blog “pensamentos etílicos” foi apenas uma sugestão de minha irmã Karoline, que jocosamente achava engraçado o fato de eu, uma pessoa abstêmia, escrever mais fluentemente quando entorpecido pela mínima dose de álcool. Pessoas mal informadas poderiam e ainda podem acreditar que os textos são escritos por um alcoólatra, ou pior ainda, usar isso como arma contra quem é difícil se achar enganos, mas enfim, feita esta declaração, me deixa iniciar o texto, pois já fui criticado por uma pessoa que tem como segundo nome Maria que meus textos são muito longos o que dificulta sua leitura para pessoas atribuladas.

Como minha mãe já havia me alertado, as mensagens que mudam nossas vidas podem vir das pessoas que menos imaginamos. Um amigo denominado Leondes fez o seguinte comentário que me fez refletir: “Cara,  você é mais velho que eu, mas não é tão velho assim, porque você se boicota e se limita como se já estivesse na terceira idade?

Foi nesse momento que percebi a hipocrisia da assinatura digital que utilizo nos meus correios profissionais: “ Quem quer fazer alguma coisa encontra meios, quem não quer fazer nada encontra desculpas.”

Eu percebi que de alguma maneira eu entrei em uma zona de conforto, em que algo que nos meus planejamentos seria uma posição de partida, algo inicial no que diz respeito a perspectiva de vida, havia se tornado final de ciclo, satisfatório e suficiente tendo em vista de onde eu parti.

A inércia havia me prendido na zona de conforto, e apenas uma bomba atômica poderia me deslocar. Pois a bomba explodiu, bem, perdoem a hipérbole, não explodiu a bomba, mas me despertou.

Eu tenho exatamente 30 anos, e potencial para ir além do alcançado atualmente, ( falando do lado profissional e financeiro), mas havia parado no tempo, conformado com uma mediocridade que prometi nunca aceitar. Resumindo, sei quem sou, do que sou capaz, e onde posso chegar. Basta agora sair da maldita inércia que me consumiu por seis anos. Vou buscar no meu âmago o Bruno, que as pessoas que acompanharam meu crescimento, e, em que algum momento, me admiraram pela minha conduta e minha capacidade, perderam de vista. Conduta, excelência, potencial, dedicação, são palavras que não me inibem de forma alguma.

Estou acostumado a enfrentar as adversidades, nasci negro, pobre e nordestino. Quem por alguma razão tentou intervir de forma negativa na minha trajetória vai acabar se decepcionando. Pois minha meta vai além do que qualquer um que use de calunias para me diminuir podem imaginar.

O tempo vai definir quem tinha razão, para finalizar uma frase de Bob Marley: “Pare de reclamar da vida e faça algo para mudar, mova-se, saia do canto, ficar parado é para os fracos, os fortes vão a luta”.

Letargia, dúvidas e depressão

Antes de qualquer coisa, eu preciso me desculpar pelas poucas pessoas que dão uma olhada neste blog, já que faz um tempão que não escrevo nada. Porém a letargia me impedia de colocar no papel o que borbulhava na minha cabeça.

O tema abordado neste texto será crise da meia idade. Muitos afirmarão que a crise da meia idade não existe, ou que acontece por volta dos 50 anos, cada um tem sua maneira de pensar e nomear os acontecimentos de sua vida como quiser, a questão é que eu vejo VÁRIOS amigos na minha faixa etária (30) fazendo – se o mesmo tipo de questionamento: Eu cheguei no patamar da minha vida que pretendia a essa altura?Estou com a pessoa certa, no lugar que queria, com o emprego que sonhava e a remuneração que pretendia? Estou feliz?

Como a vida não é um sonho e quase sempre desviamos nosso caminho várias vezes pelas mais diversas necessidades, a resposta para a maioria das perguntas acima costuma ser não. Neste momento vem a tristeza, que evolui para depressão, até chegar ao estágio em que não se tem vontade de fazer nada, a letargia. Somando se a isso o fato que atraímos para próximo de nós seres com afinidade com esse tipo de sentimento tudo se torna ainda mais complicado.

Porém vamos racionalizar sobre o sentimental, se eu estou insatisfeito com minha vida, ainda sou relativamente jovem e tenho um mundo de oportunidades de mudança a minha frente, não é muito mais produtivo canalizar as ultimas energias para sair do limbo, parar de se martirizar, de se lamuriar e correr atrás?

Não sou melhor que nenhum de vocês que tiverem algum tipo de identificação com esse texto, mas eu cansei de atribuir ao acaso as coisas ruins que acontecem e as coisas boas que não acontecem na minha vida. Se eu sou o reflexo das minhas ações e atitudes, vou correr atrás, ao menos vou saber que tentei ser melhor, que fui onde pude, mas não fiquei sentado no sofá sofrendo e maldizendo minha falta de sorte na vida.

A palavra de ordem é buscar, correr atrás, justifiquemos nossa existência, pois nunca saberemos o momento que precisáremos estar prontos para fazer a diferença, seja para uma pessoa, uma comunidade, um pais, ou até o mundo.