Intensidade

Quando tinha por volta de 11 ou 12 anos, minha falta envergadura me incomodou, não era exatamente baixinho, mas queria ser maior. Lembro que fui a um especialista com minha mãe e o mesmo afirmou que era tarde demais para fazer um tratamento hormonal, eu já estava muito velho. Então simplesmente fui obrigado a me conformar em ter uma altura mediana.

Partindo deste episódio retirei um aprendizado e tomei uma decisão, aprendi a não esperar demais para resolver as coisas, pois pode perder a chance e ser tarde demais, e resolvi que de mediocridade na minha vida bastava a altura, e a busca pela excelência tornou-se um lugar comum.

Este prologo é apenas para tentar contextualizar a fase atual da minha vida. Seria injusto reclamar de uma posição na qual milhares gostariam de estar, saudável, bem empregado, etc. Porém a angústia que as vezes me consome e que eu muitas vezes não consegui descobrir a origem, tem aumentado de frequencia com a velocidade que passam meus dias de vida. Fazendo essa associação formulei uma teoria que me parece plausível.

Meu ritimo acelerado, somado a busca pelo melhor, confrontado com a realidade imposta pela vida e minha impotencia em relação a isso, me deixam angustiado. Eu queria ser maior, mas o doutor vida me afirmou que as coisas não são como eu quero e que se eu tiver que crescer vai ser no tempo que ele quiser.

Mais uma vez consternado sou obrigado a aceitar minha insignificância, minha incapacidade de resolver tudo que eu quero e na velocidade que eu quero.

Gostaria apenas meus sentimentos não tivessem tanta intensidade.

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My Way

Sempre que escrevo tomo como base algo que me inspirou, indignou, incomodou, etc. Ou seja, algo que de alguma maneira me fez refletir e minha escrita é o resultado da reflexão. Este é um caso diferente, não tenho o que acrescentar a genialidade da letra desta música, faço apenas a resalva que nunca vou entender porque desde sempre me senti tão velho, e acreditando enxergar o final de uma estrada que apenas comecei a trafegar. Fica assim inaugurada uma nova categoria no blog, copiado e colado.

http://www.youtube.com/watch?v=oSRk39B6QqQ

Meu Jeito

E agora o fim está próximo
Então eu encaro o desafio final
Meu amigo, Eu vou falar claro
Eu irei expor meu caso do qual tenho certeza
Eu vivi uma vida que foi cheia
Eu viajei por cada e todas as rodovias
E mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito
Arrependimetos, eu tive alguns
Mas então, de novo, tão poucos para mencionar
Eu fiz, o que eu tinha que fazer
E eu vi tudo, sem exceção
Eu planejei cada caminho do mapa
Cada passo, cuidadosamente, no correr do atalho
Oh, mais, muito mais que isso
Eu fiz do meu jeito
Sim, teve horas, que eu tinha certeza
Quando eu mordi mais que eu podia mastigar
Mas, entretanto, quando havia dúvidas
Eu engolia e cuspia fora
Eu encarei tudo e continuei de pé
E fiz do meu jeito
Eu amei, eu ri e chorei
Tive minhas falhas, minha parte de derrotas
E agora como as lágrimas descem
Eu acho tudo tão divertido
Em pensar que eu fiz tudo
E talvez eu diga, não de uma maneira tímida
Oh não, não, não eu
Eu fiz do meu jeito
E pra que serve um homem, o que ele tem ?
Se não ele mesmo, então ele não tem nada
Para dizer as coisas que ele sente de verdade
E não as palavras de alguém que se ajoelha
Os registros mostram, eu recebi as pancadas
E fiz do meu jeito

A fragilidade do ser humano e a insignificância das nossas atitudes.

Evidentemente, pelo título se pressupõe ser esse um post lamurioso, fatalista e depressivo. Mas eu encaro mais como algo realista, uma visão mais correta do que somos como seres humanos e do quanto somos frágeis e temos muito pouco controle sobre nossas vidas.

Não posso omitir que a inspiração para esta escrita foi um mal súbito sentido por um colega enquanto trabalhava. No alarde típico das situações que fogem da rotina se chegou a notícia de enfarte, AVC e outros males piores que pontualmente me fizeram chegar lágrimas aos olhos e temer pelo pior. A grande questão é que este colega que tenho na mais alta estima é um atleta, está na faixa dos 50 anos, tudo bem, mas tem uma alimentação regrada e atividade física constante. Juntando isso ao fato de ser uma das pessoas mais justas e ponderadas que conheço, me pergunto: Apesar de o mesmo ter feito tudo para ser saudável fisicamente e ter atitudes que o colocam no hall de uma boa pessoa, não impediu que acontecesse o fato? Que desta vez (graças a Deus) foi mais um susto, mas que acontece de forma parecida com várias pessoas com este mesmo perfil e são fatais.

O grande questionamento que me faço é: Vale a pena?, Procurar ser bom, dar o seu melhor, levar uma vida saudável, ser generoso e amigo, fazer tudo isso às vezes dá um trabalho imenso, é uma vida certamente muito mais complicada do que de quem não está nem aí, egoístas, sociopatas e nós cegos pelo mundo tomam red Bull e a leveza que as assas lhes dão fazem a vida deles “mais fácil”.

Mas como respondendo a uma prova para qual estudei toda a minha vida, tendo meus pais como professores, ( mesmo que minha mãe agora não enxergue mais o filho do qual já se orgulhou um dia), respondo sem pensar e sem medo de errar que vale a pena sim. Todo o trabalho que dá para ser uma pessoa de bem, uma pessoa “admirável”, tem seu pagamento imediato na satisfação pessoal de ver um trabalho bem feito, na sensação de causar uma felicidade verdadeira a alguém, no calor de um abraço sincero de alguém que realmente gosta de você. Isso sem entrar no mérito da religião, carma, próximas vidas, que precisariam de um texto próprio devido a sua complexidade.

Muitas pessoas que gostam de mim me alertaram sobre minha inocência, sobre minha ilusão que posso abrir a mente das pessoas, o amigo citado acima foi um deles, sei que não vou vencer o sistema, mas infelizmente não vou deixar o sistema me vencer também.

Legado

Muitas vezes me pergunto se sou estranho ou apenas maluco como todos. De cada detalhe na rua despertam ramificações e desdobramentos daquele cenário. De um filme que assisto vejo meus colegas transportados para a tela, tamanha a semelhança entre as situações deles com a vida real.
E esse texto surgiu assim, da minha loucura. Assisti a um documentário sobre como os governantes de Londres tentam deixar um Legado após a olimpíada, tentam fazer o evento ser mais do que apenas enriquecer políticos e construtoras. Logo em seguida assisti ao filme Sem Lei, (com Bruce Willis), o filme é bem mais ou menos, mas a trilha parecia feita por encomenda para o momento, O Bboss com sua música remembered, me obrigaram a levantar para escrever.
Basicamente a letra questiona como você quer ser lembrado? Por sua honra ou por seu orgulho. Por seu corpo ou pelo que você pensa. Resumindo qual o legado que queremos deixar para a sociedade.
Existe toda uma cobrança sobre os governantes para que se apliquem bem os impostos, para que se tenha opção de lazer para os mais pobres, educação pública de qualidade, segurança, etc.
Eu concordo que devemos cobrar para podermos viver em um mundo melhor, mas não me sinto nem um pouco inocente quando afirmo que se cada um se preocupasse com o legado que vai deixar, já seria um passo gigantesco.
Procuro ser uma pessoa de bem, ajudar aos outros sempre que posso e da melhor maneira possível. Mas mesmo assim sinto minhas atitudes como insignificantes, é como o pássaro que tenta apagar o fogo na floresta sozinho (e eu não tenho nem um terço da fibra moral daquele pássaro), porém eu continuo, porque talvez eu não realize grandes feitos para a humanidade, nem para meu país ou meu estado, bairro, rua. Mas tenho a convicção de como eu quero ser lembrado. Que é como uma pessoa que sempre fez o melhor que pode, ainda que esse melhor seja quase nada, quero que depois que eu desencarnar encontrem minha filha na rua e digam: – Conheci seu pai, ele foi uma boa pessoa.
O meu legado é a ética, a cultura, os princípios, a determinação e a educação  que tento passar não só para minha filha, mas para todos com quem convivo.
E você como gostaria de ser lembrado?

O mar sem Plataformas

Ao longo destes seis anos me habituei a associar o lazer ao trabalho, sempre que frequentava uma praia em Aracajú lá estavam elas, as abençoadas plataformas. Fugindo da praia e me deslocando para o CEP e lá estava ele, o flare do T-carmo queimando cada segundo do meu suposto descanso. Aracaju é uma cidade intrinsecamente ligada a Petrobrás, ainda bem para minha saúde que eu moro em Salvador.
Que legal, agora posso me desligar, esquecer um pouco os problemas do trabalho, but wait a minute, aquele tronco na praia parece o  T do by-pass do recebedor PGA-01/03, será que já trocaram?,  Isso não me pertence agora, deixa para meus competentes colegas resolverem essa e outras questões.
Vou comer, culinária local faz parte do turismo. Peço uma moqueca caprichada, mas enquanto aguardo não posso deixar de ouvir um grupo de jovens que bradam na mesa ao lado: – Pode mandar descer tudo, nos trabalhamos na Petrobrás e “nós é patrão”. Me preparo para levantar, mas minha esposa ponderada como sempre me alerta: -Não é da sua conta, Letícia está aqui, e nós só vamos comer.
Verdade, aqui sou só Bruno o cidadão, licença ambiental(será que saiu?) Operadores novos, será que são esses da mesa ao lado? Espero que não.
Bem, o almoço acabou, ótima refeição, praia deserta, minha filhinha comigo, o que poderia pedir a Deus?. Do nada surge uma pequena mancha preta na areia, vem um gaiato e afirma: – A Petrobrás é foda, vai destruir nosso país, perco o controle, vou na direção do indivíduo, no terceiro passo minha filha segura minha perna, babanho papai, ela balbucia, acabaram os problemas. O banho de mar de minha filha é neste momento a salvação do mundo.
Tenho certeza que nas minhas veias corre um pouco de petróleo, minhas responsabilidade em relação a isso sempre permanecerá incólume. Porém certamente algumas atitudes minhas serão muito mais importantes e valorizadas no âmbito familiar, o profissional sempre permanecerá dedicado e incansável, mas o pai é soberano.
Costa Azul, sem telefone, sem tv a cabo e sem internet, mas com meu pacotinho. Posso viver assim.
OBS: Mas saber da Sonda, dos Ga’s 23 e 25, dos operadores novos, das mudanças de turma, dos novos parâmetros do GD, bem que não faziam mal né? Enfim, férias tem um porquê, e aos trancos e barrancos eu percebo que não sou assim tão importante,

Folhas em branco

Que maravilha, começou 2012, e como todo ano que se inicia podemos fazer a analogia de uma folha em branco, pura, virginal, aguardando pela utilização de qualquer pessoa, seja ela bem ou mal intencionada. Existem poucas coisas mais excitantes na vida que uma folha em branco. Como já havia me ensinado meu amigo, (vou chamar de o pensador do CIC para proteger a fonte), papel aceita tudo, e essa é uma das mudanças básicas deste texto. Normalmente quando escrevo compartilho várias ideias de outras pessoas das quais costumo poupar o nome como forma de privacidade, mas acredito que ao citar a fonte faço uma homenagem necessária a quem de alguma forma contribuiu com minha formação e me sinto menos plagiador, num entanto essa ideia não é uma unanimidade, então vou usar sugestivos pseudônimos.
Enfim, continuando meu paradoxo, me apetece falar sobre pessoas que não falam. O ícone destas pessoas responde pela alcunha de ‘Calado”. Esse meu amigo(ao menos eu o chamo assim , ele acho que não). É uma pessoa agradável, inteligente, responsável e principalmente cumpridor de suas obrigações. Particularmente não me lembro de alguma tarefa que foi designada para sua responsabilidade e que ele não resolveu por simples falta de vontade. Calado é uma pessoa reclusa, não alimenta relações superficiais, e por isso causa uma certa estranheza dos seus colegas de trabalho. Esta falta de estreitamento de relações faz com que ele não seja valorizado como deveria, coitado dos que pensão assim. Eu particularmente o tenho na minha mais alta estima, disciplinado, trabalhador e humilde. Para mim “calado” poderia ser como diz Galvão Bueno, um gladiador do terceiro milênio, e isso falando apenas com suas atitudes. Parabéns meu amigo
Outro colega que foi estereotipado desde sua chegada foi Pé de pano, sem experiência na área industrial e um pouco acima do peso, foi logo tachado como inútil. Sinceramente fico envergonhado em viver em um país tão hipócrita, onde grande parte de população é obesa e outro percentual considerável não está nem aí para o trabalho. Para se conhecer a história de Ravengar é preciso se conversar com ele, saber as dificuldades que enfrentou e que ainda enfrenta na sua vida. Não adianta uma comparação direta com pessoas que passaram suas adolescências na indústria (Como eu), ou que sempre tiveram os pais como suporte financeiro. O guerreiro é uma daquelas pessoas que enfrentou o monstro, não temeu o desafio, melhorou em curto espaço de tempo e me levou as lágrimas quando perguntei se ele havia realizado uma tarefa que eu determinei,( mas achava pouco provável de ele terminar), com a seguinte resposta: Você me deu uma missão, e missão dada é missão cumprida.” Isso é a honra de um viking, de alguém que abraçou uma ideia, contra o sistema.
O mascote é mais um que não poderia deixar de citar, jovem, começando a ganhar “dinheiro”, mas nem por isso menos responsável, competente e amigo. Acredito que ele não sabe o quanto agregar essas características ao mesmo tempo é complicado. Simboliza uma mudança para a realidade de sua família financeiramente falando, e, além disso, é um ótimo filho, irmão e amigo. Quem dera eu, aos meus vinte e poucos anos pudesse ter essa variedade de virtudes. Te vejo como a um irmão mais novo que nunca tive, e ficarei radiante ao constatar cada vitória que for alcançada como a concretização das minhas profecias, mesmo eu estando longe de ser Nostradamus, só te aconselho a ficar longe de cajás, eles podem te fazer muito mal.
O tutor não poderia deixar de ser citadado, acredito que apenas um seleto grupo de pessoas pode trabalhar com alguém que admira, e esse meu colega me impulsiona a ser cada vez melhor, pois sempre que chego perto do patamar que acredito que ele está, percebo que estou ainda a anos luz de seu desenvolvimento. Cultura, caráter, evolução, características fantásticas para um líder, com o acréscimo de ser negro em uma sociedade racista e ter vindo de uma família não tradicional em um mundo provinciano. Meu colega como já te afirmei diversas vezes sou seu fã. Mesmo você não compartilhando o amor pelo Bahia.
Mais um integrante deste seleto grupo dos incompreendidos é “boca de mochila, esse já é da velha guarda, mas conhece o técnica dos poços de BPZ como poucos, tem sim uma personalidade forte, responde quando se sente oprimido ou ofendido, enfim, quem não tem defeitos que atire a primeira pedra, eu prefiro uma mochila em que possa confiar que uma mala LV imprestável, como já te falei meu amigo, o equilíbrio te reserva coisas fantásticas.
Por fim, mas não menos importante, tenho que externar o vazio deixado por dois colegas em especial, Cícero e Autran. Ambos chegaram onde todo trabalhador espera um dia chegar, a aposentadoria. A falta fica pois eles eram uns dos poucos que apesar da idade compreendiam a nova ordem da empresa, com suas limitações como todos nós temos, eles tentavam realizar o que lhes foi determinado, com humildade e respeitando a hierarquia. Desejo muito boa sorte a esses meus amigos e espero que tenham uma vida imensamente longa para aproveitar sua aposentadoria.
Aposentadoria. Assim como outros que também se foram como meus amigos Alfran e Oderman. Nos vemos pela vida.
Observando exemplos tão próximos de pessoas fantásticas e vitoriosas, me motivo a ser melhor, e espero chegar o  meu dia de dizer adeus de cabeça erguida.
Abraços,.
A falsa ilusão de quem é bom é eterno e quem é ruim idem, é absurda. A cada atitude, a cada demonstração de comprometimento, a cada dia que surge depois da noite, podemos ser diferentes. Só precisa que acontenção duas coisas: Vontade de mudar e sensibilidade para quem importa reconhecer.
Do retiro.

Os números de 2011

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011 deste blog.

Aqui está um resumo:

Um bonde de São Francisco leva 60 pessoas. Este blog foi visitado cerca de 1.000 vezes em 2011. Se fosse um bonde, eram precisas 17 viagens para as transportar.

Clique aqui para ver o relatório completo